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Economia

Casas Bahia contesta plano de recuperação extrajudicial do Pão de Açúcar

A Casas Bahia , uma das maiores redes varejistas do país, apresentou questionamentos acerca do plano de recuperação extrajudicial do Grupo Pão de Açúcar (GPA), protocolado em março deste ano para…

Casas Bahia contesta plano de recuperação extrajudicial do Pão de Açúcar
Foto: Reprodução/Revista Oeste

Fábio Matos

Jornalista

Unidade da Casas Bahia, que tenta reverter onda de prejuízos | Foto: Divulgação/CB

A Casas Bahia, uma das maiores redes varejistas do país, apresentou questionamentos acerca do plano de recuperação extrajudicial do Grupo Pão de Açúcar (GPA), protocolado em março deste ano para negociar cerca de R$ 4,5 bilhões em dívidas.

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De acordo com a Casas Bahia, o GPA não detalhou o valor total das dívidas que estão submetidas ao processo de recuperação. A companhia é uma das credoras do Pão de Açúcar que rejeitaram a proposta de reestruturação.

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Em documento encaminhado à Justiça de São Paulo, a Casas Bahia afirma que cerca de R$ 392 milhões em dívidas foram excluídos do processo pelo Pão de Açúcar sem maiores explicações. Outros R$ 115 milhões, que se referem a processos judiciais, também ficaram de fora sob a alegação de serem incertos ou ilíquidos.

O posicionamento da Casas Bahia é uma resposta à determinação da Justiça de que a empresa prestasse esclarecimentos sobre o pedido de impugnação apresentado no processo envolvendo a recuperação extrajudicial do Pão de Açúcar. Até o momento, o GPA não se manifestou oficialmente sobre o caso.

Leia também: "Acionistas questionam conversão de debêntures da Casas Bahia"

https://www.youtube.com/watch?v=Zz2eETWYd-Q

O tamanho da dívida

A dívida do Pão de Açúcar com a Casas Bahia soma R$ 231,7 milhões, considerando acordos feitos quando as empresas se uniram para a constituição da antiga Via Varejo.

De acordo com a Casas Bahia, cerca de R$ 174 milhões deveriam ter sido pagos depois de uma determinação judicial do dia 3 de março de 2026, uma semana antes do pedido de recuperação extrajudicial do GPA. Segundo a varejista, este valor deve ser excluído da reestruturação.

O Grupo Casas Bahia, por sua vez, apresentou um pedido de recuperação judicial em agosto, reportando dívidas de mais de R$ 17 bilhões. No segundo trimestre deste ano, a companhia registrou um prejuízo líquido de R$ 10,1 bilhões.

Leia também: "Demitidos da Casas Bahia relatam problemas com rescisão"

Recuperação judicial e extrajudicial

A recuperação judicial é um processo que permite às organizações renegociarem suas dívidas, evitando o encerramento das atividades, demissões ou falta de pagamento aos funcionários.

Por meio desse instrumento, as empresas ficam desobrigadas de pagar aos credores por algum tempo, mas têm de apresentar um plano para acertar as contas e seguir em operação. Em linhas gerais, a recuperação judicial é uma tentativa de evitar a falência.

A recuperação extrajudicial, por sua vez, é um instrumento jurídico que permite a uma empresa que passa por dificuldades financeiras negociar diretamente com seus credores para reestruturar suas dívidas fora do sistema judicial tradicional.

Trata-se de uma alternativa mais rápida e menos onerosa do que a recuperação judicial, que pode ser homologada pelo juiz para conferir segurança jurídica ao acordo.

Leia também: "Justiça mantém multa contra Casas Bahia por uso irregular de marca"

https://www.youtube.com/watch?v=wsBXEqqg1AI

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