
A Casas Bahia, uma das maiores redes varejistas do país, apresentou questionamentos acerca do plano de recuperação extrajudicial do Grupo Pão de Açúcar (GPA), protocolado em março deste ano para negociar cerca de R$ 4,5 bilhões em dívidas.
Conteúdo de agência · publicado originalmente por Revista Oeste
Economia
A Casas Bahia , uma das maiores redes varejistas do país, apresentou questionamentos acerca do plano de recuperação extrajudicial do Grupo Pão de Açúcar (GPA), protocolado em março deste ano para…


A Casas Bahia, uma das maiores redes varejistas do país, apresentou questionamentos acerca do plano de recuperação extrajudicial do Grupo Pão de Açúcar (GPA), protocolado em março deste ano para negociar cerca de R$ 4,5 bilhões em dívidas.
De acordo com a Casas Bahia, o GPA não detalhou o valor total das dívidas que estão submetidas ao processo de recuperação. A companhia é uma das credoras do Pão de Açúcar que rejeitaram a proposta de reestruturação.
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Em documento encaminhado à Justiça de São Paulo, a Casas Bahia afirma que cerca de R$ 392 milhões em dívidas foram excluídos do processo pelo Pão de Açúcar sem maiores explicações. Outros R$ 115 milhões, que se referem a processos judiciais, também ficaram de fora sob a alegação de serem incertos ou ilíquidos.
O posicionamento da Casas Bahia é uma resposta à determinação da Justiça de que a empresa prestasse esclarecimentos sobre o pedido de impugnação apresentado no processo envolvendo a recuperação extrajudicial do Pão de Açúcar. Até o momento, o GPA não se manifestou oficialmente sobre o caso.
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A dívida do Pão de Açúcar com a Casas Bahia soma R$ 231,7 milhões, considerando acordos feitos quando as empresas se uniram para a constituição da antiga Via Varejo.
De acordo com a Casas Bahia, cerca de R$ 174 milhões deveriam ter sido pagos depois de uma determinação judicial do dia 3 de março de 2026, uma semana antes do pedido de recuperação extrajudicial do GPA. Segundo a varejista, este valor deve ser excluído da reestruturação.
O Grupo Casas Bahia, por sua vez, apresentou um pedido de recuperação judicial em agosto, reportando dívidas de mais de R$ 17 bilhões. No segundo trimestre deste ano, a companhia registrou um prejuízo líquido de R$ 10,1 bilhões.
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A recuperação judicial é um processo que permite às organizações renegociarem suas dívidas, evitando o encerramento das atividades, demissões ou falta de pagamento aos funcionários.
Por meio desse instrumento, as empresas ficam desobrigadas de pagar aos credores por algum tempo, mas têm de apresentar um plano para acertar as contas e seguir em operação. Em linhas gerais, a recuperação judicial é uma tentativa de evitar a falência.
A recuperação extrajudicial, por sua vez, é um instrumento jurídico que permite a uma empresa que passa por dificuldades financeiras negociar diretamente com seus credores para reestruturar suas dívidas fora do sistema judicial tradicional.
Trata-se de uma alternativa mais rápida e menos onerosa do que a recuperação judicial, que pode ser homologada pelo juiz para conferir segurança jurídica ao acordo.
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