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Desabamento de prédio de seis andares em Gaza deixa 20 mortos e dezenas de desaparecidos
O prédio havia sido atingido anteriormente e, mesmo com risco estrutural, continuava ocupado por famílias sem outra opção de moradia. O post Desabamento de prédio de seis andares em Gaza deixa 20…
Foto: Reprodução/Times Brasil
Vinicius Marques
Jornalista
Ao menos 20 pessoas morreram, entre elas cinco crianças, após o desabamento de um edifício residencial de seis andares na Cidade de Gaza nesta quarta-feira (16). Segundo a Defesa Civil do território palestino, dezenas de pessoas ainda podem estar sob os escombros.
Equipes de resgate permanecem no local em busca de sobreviventes e de moradores desaparecidos. O prédio tinha quatro apartamentos em cada andar.
De acordo com autoridades locais, o edifício sofreu ataques durante o conflito e apresentava danos que teriam comprometido sua estrutura. O imóvel foi bombardeado em diferentes ocasiões ao longo de 2024 e 2025.
A Defesa Civil afirma que os moradores chegaram a ser orientados a não retornar ao prédio devido ao risco de desabamento. Ainda assim, famílias voltaram a ocupar o local.
Segundo Mahmoud Basal, porta-voz do órgão, a falta de alternativas de moradia tem levado parte da população a permanecer em construções danificadas. Muitos moradores não dispõem de tendas ou imóveis em condições adequadas e acabam vivendo em prédios com rachaduras e outros sinais de comprometimento estrutural.
Quase 2 mil edifícios estariam sob risco
A Defesa Civil de Gaza estima que cerca de 2 mil prédios no território estão em risco de desabamento. A situação é resultado da ampla destruição provocada pela guerra e também das dificuldades para reconstruir ou reparar os imóveis atingidos.
O departamento de imprensa do governo de Gaza, administrado pelo Hamas, atribuiu o episódio à demora no processo de reconstrução e responsabilizou Israel e a comunidade internacional pelas condições enfrentadas pela população palestina.
Guerra provocou destruição em larga escala
Os ataques israelenses à Faixa de Gaza começaram após a ofensiva do Hamas contra Israel em 7 de outubro de 2023, quando mais de 1.200 pessoas foram mortas.
Desde então, mais de 73 mil palestinos morreram no território, segundo dados do Ministério da Saúde de Gaza, órgão subordinado à administração do Hamas.
Um cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos foi anunciado em outubro de 2025 e ampliou a entrada de ajuda humanitária no território. Apesar disso, as operações militares israelenses continuaram, enquanto Israel mantém restrições à entrada de determinados equipamentos sob a justificativa de que alguns materiais também poderiam ser utilizados para fins militares.