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Revista São Roque
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Conteúdo de agência · publicado originalmente por CNN Brasil

Entenda o que pode acontecer a seguir na Venezuela após a captura de Maduro

Estados Unidos não descartaram uma intervenção militar mais ampla no país caso o regime não coopere

Entenda o que pode acontecer a seguir na Venezuela após a captura de Maduro
Foto: Reprodução/CNN Brasil

poliannelima

Jornalista

A Venezuela permanece em turbulência dias após o ditador Nicolás Maduro e a esposa dele, Cilia Flores, terem sido capturados por forças americanas em Caracas.

Na segunda-feira (6), Maduro e Flores se declararam inocentes das acusações de tráfico de drogas e porte de armas em sua primeira aparição no tribunal, em Nova York, na qual Maduro declarou: “Eu ainda sou o presidente do meu país”.

A próxima audiência está marcada para 17 de março. Nem Maduro nem Flores estão buscando fiança ou libertação imediata.

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Na Venezuela, Delcy Rodríguez, aliada de Maduro, tomou posse como presidente interina ainda na segunda-feira, embora o presidente Donald Trump tenha afirmado repetidamente que está no comando e não tenha descartado uma intervenção militar mais ampla no país sul-americano caso o regime não coopere.

Saiba o que pode acontecer a seguir.

Posição dos Estados Unidos

O chefe de gabinete adjunto da Casa Branca, Stephen Miller, caracterizou o envolvimento americano na Venezuela como uma “operação militar em andamento”, mesmo que o governo tenha afirmado que a captura de Maduro foi uma ação policial.

Ele disse à CNN que os EUA estão usando seu controle sobre a economia venezuelana como forma de pressionar o novo governo a fazer o que Trump quer.

Segundo a autoridade, a Casa Branca não descartou futuras acusações contra autoridades venezuelanas.

Qual é o plano dos EUA?

O líder da maioria no Senado, John Thune, afirmou que as perguntas sobre o cronograma para o controle dos Estados Unidos sobre a Venezuela poderiam ser respondidas nos “próximos dias”, enquanto outros parlamentares expressaram dúvidas de que Trump tenha um plano claro para o país.

María Corina promete voltar à Venezuela

A líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, afirmou que planeja retornar ao país o mais rápido possível. Ela disse que não fala com Trump desde outubro.

Trump e outros funcionários do governo americano rejeitaram os apelos para que Machado assuma a presidência, alegando que ela não tem legitimidade, o que gerou críticas.

A questão do petróleo

O secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, se reunirá com executivos do setor petrolífero esta semana para discutir a Venezuela.

Trump projetou que as empresas petrolíferas levarão menos de 18 meses para reconstruir a infraestrutura energética do país.

Washington também está planejando interceptar um petroleiro ligado à Venezuela, sobre o qual a Rússia reivindica jurisdição, segundo fontes da CNN, com o objetivo de impor seu bloqueio na costa venezuelana.

Ameaças mais abrangentes

Trump fez ameaças e avisos a outros países que considera não cooperativos.

Ele disse que poderia tomar medidas militares na Colômbia, disse ao México para “se organizar” em relação às drogas e afirmou que os EUA “precisam da Groenlândia”.

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