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Flávio usa propaganda eleitoral para associar Lula à crise no STF e a Moraes
Candidato do PL exibiu vídeo em formato semelhante a pronunciamento presidencial no mesmo dia em que o Supremo discutiu os casos de Alexandre de Moraes e André Mendonça. O post Flávio usa propaganda…
Foto: Reprodução/Times Brasil
Lara Madeira
Jornalista
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) usou a propaganda eleitoral desta terça-feira (15) para associar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à crise no Supremo Tribunal Federal (STF) e ao ministro Alexandre de Moraes.
Em vídeo gravado em formato semelhante a um pronunciamento presidencial, Flávio afirmou que o governo criou um “desequilíbrio institucional” e acusou Lula de dividir poder com uma parcela do Supremo. O material foi exibido no mesmo dia em que a Corte discutiu os processos envolvendo Moraes e André Mendonça.
“O atual presidente dividiu o seu poder com Alexandre de Moraes. E, no fim, o Brasil ficou sem presidente nenhum. Sem comando”, afirmou o candidato durante a propaganda.
A crise no Supremo passou a ocupar espaço recorrente na disputa presidencial. Flávio Bolsonaro vem tentando associar o desgaste da Corte ao presidente Lula e a Alexandre de Moraes, movimento que já apareceu em outros atos e discursos da campanha.
Na propaganda desta terça-feira, o candidato chamou o caso envolvendo Moraes de “escândalo” e afirmou que ministros indicados por Lula teriam atuado para “blindar” o magistrado. A sessão do STF terminou sem decisão após pedido de vista de Flávio Dino.
O tema já vinha sendo explorado por outros presidenciáveis. No 7 de Setembro, Flávio voltou a associar Lula a Moraes e pediu a saída do ministro. Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Renan Santos também fizeram críticas públicas à atuação do Supremo.
Desde o início de setembro, as investigações relacionadas a Moraes, Daniel Vorcaro e ao Banco Master aparecem com frequência no discurso eleitoral dos candidatos.
Flávio também é investigado no caso Master
Ao mesmo tempo em que usa a crise envolvendo o STF e o Banco Master como tema de campanha, Flávio Bolsonaro também é investigado em uma das frentes do caso.
Outra investigação envolve o financiamento do filme “Dark Horse”, sobre a trajetória de Jair Bolsonaro. Flávio aparece como interlocutor de Vorcaro nas negociações envolvendo recursos para a produção, e a defesa do candidato chegou a pedir que André Mendonça, e não Flávio Dino, assumisse a relatoria do caso.
Mendonça retirou posteriormente o sigilo de investigações relacionadas a Flávio, além de apurações envolvendo Jaques Wagner e Ciro Nogueira. Entre os documentos estão materiais sobre o financiamento de “Dark Horse”.
Candidato apresenta propostas
Além das críticas ao governo e ao Supremo, Flávio utilizou o programa para apresentar propostas de campanha.
Entre elas estão a classificação do PCC, do Comando Vermelho e de milícias como organizações narcoterroristas, medidas para redução dos juros e da dívida pública e o compromisso de não disputar a reeleição caso seja eleito presidente.
O candidato também afirmou que pretende indicar cinco ministros ao STF que, segundo ele, respeitem a Constituição e não defendam “interesses pessoais”.