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Já vimos esse filme (por Mirian Guaraciaba)
Indigesto, de mau gosto, perigoso
Foto: Reprodução/Metrópoles
Metrópoles
Jornalista
Por mera “coincidência”, o diretor do Instituto de pesquisas Quaest encontrou-se com Flávio Bolsonaro, na casa de um aliado do candidato do PL, no Lago Sul. “Por acaso”, o encontro ocorreu na última segunda, mesmo dia em que Felipe Nunes anunciou que, pela primeira vez, Lula fora ultrapassado numericamente pelo adversário no segundo turno.
“Acidentalmente”, Flávio estava com o coordenador de sua campanha, senador Rogério Marinho, e equipe de marketing. Trocaram impressões, informaram. A Quaest tem poder no cenário eleitoral. Contratada pela Globo, seu peso está na divulgação dos números pela maior emissora do País. Fica ruim para seu CEO ter encontros fortuitos horas antes de dar a boa notícia ao candidato da direita. Ou extrema direita?
Segunda foi um dia bom para Flavio e bolsonaristas. Nem seu pai, de má lembrança, ultrapassou Lula em qualquer momento de sua campanha, em 2022, quando o Presidente venceu com uma diferença muito pequena. A Quaest deu a boa notícia a Flávio. Os resultados da pesquisa foram maciçamente divulgados, dezenas de vezes, em todos os jornais da emissora.
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Em nenhum outro instituto houve resultado semelhante. Divulgada ontem, pesquisa CNT/MDA mostrou Lula liderando, no primeiro e no segundo turnos. No DataFolha, Lula lidera com pequena margem, no primeiro turno, e tem empate técnico com Flávio, no segundo.
Ainda sem refletir a quebra de sigilos do caso Master, a nova pesquisa BTG/Nexus, divulgada tambem na segunda, mostrou a recuperação de Lula em relação a última averiguação. A três semanas do primeiro turno, Lula da Silva aparece numericamente à frente de Flávio Bolsonaro, em um eventual segundo turno, diferente dos resultados da Quaest. Cada instituto com suas regras e seus parâmetros, mas já vimos que manipulação de resultados de pesquisas pode mudar ou conquistar votos de eleitores pouco ortodoxos.
Flávio Bolsonaro está no tudo ou nada para garantir a liberdade do pai golpista. Ele e sua família tem sangue nos olhos. Qualquer desvio na reta final da campanha eleitoral merece toda nossa atenção. Se não merece dedicação do STF, empenhado em contornar suas próprias mazelas, fiquemos nós, eleitores, de olhos e ouvidos abertos.
Pixuleco eleitoral
Frases memoráveis foram disparadas na sessão de ontem do Supremo Tribunal Federal. Dos 10 ministros, só Nunes Marques se declarou impedido de participar. Gilmar Mendes foi longe na defesa de Xandão, e Flavio Dino deu aula aos pares, contestando a forma com que Fachin conduziu a sessão.
Sobre Mendonça, atirou Gilmar: “O interesse é evidente. Acachapante. Extravagante. Evidente que se trata de um ‘pixuleco’, de um boneco eleitoral. É disso que nós estamos falando”, cutucou. “Até a máfia tem ética”. Alexandre de Moraes igualmente provocou Mendonça, chamando o colega de “mentiroso”.
E tudo ficou como estava, sem solução. Dino pediu vistas e terá 90 dias para apresentar seu parecer. E enquanto o STF estica a corda contra Xandão, em favor de Mendonça, eleitores discutem a possiblidade de uma terceira via para derrotar Flávio Bolsonaro. Querem “um líder que o PT aceite”. Eleitores de Lula negam enfaticamente: “muro não é posição política”. Não mesmo.
Celular de Vorcaro
André Mendonça está lá em dois convites para inauguração e debate no Inter (instituto do ministro). Os convites foram feitos pelo Jarbas Soares, ex-procurador de Minas Gerais, e, “coincidência”, é irmão do alfaiate que fez alguns ternos para Mendonça. Nunes Marques também aparece em citação de seu filho Kevin Marques e uma cifra de $ 500 mil.
Bilhões subtraídos
Alguém se deu o trabalho de somar os bilhões de todas as reportagens que citam Vorcaro?