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Conteúdo de agência · publicado originalmente por Jornal de Barueri

Negócios

Terradot e Google unem mitigação de superpoluentes e remoção de carbono no maior projeto de intemperismo acelerado de rochas do mundo, no sul do Brasil

Abordagem inovadora trata tanto da remoção de metano quanto de dióxido de carbono e marca a maior compra de remoção de carbono do Google até o momento, gerando um impacto de 1 milhão de toneladas…

Terradot e Google unem mitigação de superpoluentes e remoção de carbono no maior projeto de intemperismo acelerado de rochas do mundo, no sul do Brasil
Jornal de Barueri

Redação Jornal de Barueri

Jornalista

A Terradot, líder em intemperismo acelerado de rochas (ERW, sigla em inglês), e o Google anunciaram hoje um projeto climático em escala de megatoneladas no sul do Brasil, que combina a prevenção de emissões de metano na rizicultura com a remoção permanente de dióxido de carbono (CDR). O Google comprará o equivalente a 1 milhão de toneladas de impacto na redução de metano a curto prazo até 2030 e 1 milhão de toneladas de impacto na remoção de carbono até 2040, tornando esta a sua maior compra de remoção de carbono até hoje. Trata-se também do maior projeto de ERW já realizado e do primeiro projeto de qualquer tipo a combinar a eliminação de metano a curto prazo com a remoção duradoura de carbono nessa escala.

Este comunicado de imprensa inclui multimédia. Veja o comunicado completo aqui: https://www.businesswire.com/news/home/20260916265452/pt/

Enrolled rice fields in Rio Grande do Sul

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As mudanças climáticas apresentam dois problemas em duas escalas temporais distintas. O primeiro é o aquecimento a curto prazo, impulsionado por superpoluentes como o metano. O metano é responsável por cerca de um terço do aquecimento causado pela atividade humana até o momento, mas desaparece da atmosfera em aproximadamente uma década; portanto, reduzi-lo agora traz alívio em poucos anos. O segundo desafio é o aquecimento a longo prazo, causado pelo dióxido de carbono, que se acumula e continua aquecendo o planeta por séculos. A maioria das soluções climáticas aborda um problema ou outro.

Este projeto enfrenta ambos os problemas ao transformar os sistemas de cultivo de arroz brasileiros em uma solução climática abrangente. A Terradot ajudará produtores de arroz em mais de 200.000 hectares — começando pelo Rio Grande do Sul — a adotar a técnica de Irrigação Alternada (AWD, na sigla em inglês). Essa prática drena periodicamente os campos alagados, reduzindo o consumo de água e diminuindo drasticamente a emissão de metano, gerando assim um impacto climático imediato, embora de curta duração. Simultaneamente, a Terradot aplica rocha vulcânica triturada de origem natural nas terras agrícolas para promover a remoção duradoura de carbono. Assim, quando o impacto de curto prazo relacionado ao metano tiver passado, o impacto de longo prazo da remoção de carbono já terá sido concretizado. Os agricultores também se beneficiam: a AWD tem o potencial de reduzir os custos com água e insumos, e a rocha triturada melhora a saúde do solo, dando-lhes um papel direto no impacto climático que suas terras ajudam a gerar.

"Durante anos, a ação climática foi apresentada como uma escolha: agir rapidamente em relação ao aquecimento atual ou remover carbono permanentemente. Nosso projeto com o Google elimina esse dilema", disse James Kanoff, CEO da Terradot. "Estamos combinando duas tecnologias comprovadas e implementando-as juntas em grande escala. Com esse novo modelo, cada tonelada removida atende ao mesmo padrão rigoroso e gera impacto climático mais rapidamente do que nunca."

No processo de ERW (intemperismo acelerado de rochas), existe um intervalo natural entre a aplicação da rocha e a concretização de seu impacto climático total. Esse intervalo deve-se ao tempo necessário para que a rocha se dissolva e para que a alcalinidade resultante seja armazenada de forma duradoura. Atualmente, a ERW lida com esse intervalo por meio de medições frequentes para captar pequenas alterações no intemperismo da rocha, descontos conservadores e financiamento de projetos para cobrir os custos de implementação antes da emissão de créditos de CDR (remoção de dióxido de carbono) gerados nas camadas superficiais do solo — fatores que aumentam os custos sem agregar benefícios climáticos. Este projeto lida com o intervalo de forma diferente: aguarda mais tempo para emitir os créditos de CDR, reduzindo custos de medição e incertezas, e antecipa o impacto climático com créditos combinados de AWD. Medido com base na relação temperatura-tempo, o impacto combinado resulta em uma redução líquida do aquecimento.

"O Google e a Terradot estão combinando tecnologias que permitem validação rigorosa e escalabilidade para mudar a trajetória do aquecimento ainda durante a nossa vida", afirmou Scott Fendorf, PhD, consultor científico chefe e cofundador da Terradot.

Histórico de intemperismo acelerado de rochas em escala comercial

O histórico de implementações de ERW da Terradot — ampliado pela aquisição da Eion em fevereiro de 2026 — une ciência de ponta a projetos comerciais em dois continentes. A empresa já emite créditos verificados de forma independente, com mais de 500 mil toneladas de rocha aplicadas e 20.000 hectares tratados. Dados de cada implementação realizada nos últimos cinco anos alimentam uma plataforma de inteligência usada para identificar os locais mais promissores para projetos, otimizar a aplicação da rocha e verificar cada tonelada removida.

A maior compra de remoção de carbono do Google

Para o Google, o projeto é um exemplo prático da abordagem estabelecida em seu relatório ambiental de 2026: combinar ações contra superpoluentes — que reduzem o aquecimento rapidamente — com a remoção duradoura de carbono, a qual entra em vigor à medida que o impacto de curto prazo diminui. Em maio, o Google publicou um documento com diretrizes abrangentes sobre como combinar a remoção de dióxido de carbono (CDR) com a redução de superpoluentes.

"Elaboramos este acordo para servir de modelo, e não como uma iniciativa isolada", disse Randy Spock, diretor de Remoção de Carbono do Google. "É a maior compra de remoção de carbono já realizada pelo Google e, ao incorporar ações voltadas para superpoluentes, concretizamos esse impacto até 2030. Acreditamos que isso oferece um caminho replicável para causar um impacto real no combate às mudanças climáticas, tanto a curto quanto a longo prazo; estruturamos a iniciativa de modo que qualquer comprador, fornecedor ou governo possa adotar a mesma abordagem."

Enfrentando as mudanças climáticas com a agricultura brasileira

O sul do Brasil está entre os locais mais favoráveis ​​do mundo para esse trabalho. Solos tropicais, clima quente e úmido e sistemas de cultivo de arroz irrigado (com inundação) aceleram o intemperismo, e as pedreiras de basalto estão localizadas próximas às áreas agrícolas onde a rocha é aplicada. O Brasil possui mais de 1,5 milhão de hectares de arroz cultivados, e este projeto foi concebido especificamente para ser replicado nessas áreas e, futuramente, em outras regiões produtoras de arroz ao redor do mundo. Desenvolvido em parceria com os produtores de arroz do Rio Grande do Sul, o projeto da Terradot e do Google leva investimentos e suporte técnico a comunidades rurais de toda a região, colocando-as na vanguarda de uma solução climática global.

Como parte do projeto, o Google está concedendo recursos para pesquisa e desenvolvimento (P&D) tanto à Terradot quanto ao Laboratório de Biogeoquímica do Solo e Ambiental da Stanford Doerr School, visando fortalecer a base científica da técnica AWD (irrigação intermitente) como estratégia de mitigação de metano. Os resultados serão publicados e compartilhados publicamente, criando uma base de evidências aberta e específica para a região, a fim de apoiar a geração de créditos de metano de alta integridade à medida que a técnica AWD é expandida para novas localidades.

Sobre a Terradot

Fundada em 2022 por cientistas e empreendedores de Stanford, a Terradot é a plataforma líder em Intemperismo Acelerado de Rochas (ERW), com operações implementadas no Brasil e nos Estados Unidos. A empresa captou US$ 58 milhões de investidores como Google, Microsoft e Gigascale Capital, além de investidores individuais como Sheryl Sandberg, John Doerr e George Roberts. A Terradot firmou contratos de compra garantida com clientes que incluem Google, Frontier, Microsoft, JP Morgan, entre outros. A empresa emitiu créditos certificados pela Isometric sob o protocolo de Intemperismo Acelerado na Agricultura, bem como créditos certificados pela Puro provenientes de suas operações nos EUA, após a aquisição da Eion. A equipe científica da Terradot, liderada pelo cofundador e professor Scott Fendorf, da Stanford Doerr School of Sustainability, conta com geoquímicos e cientistas do solo de destaque, cujo trabalho fundamenta a abordagem da empresa em relação a MRV (Monitoramento, Relato e Verificação) e à otimização da implementação. A Terradot tem como meta a remoção de 1 milhão de toneladas de CO2 por ano até 2035. Para mais informações, acesse www.terradot.earth

O texto no idioma original deste anúncio é a versão oficial autorizada. As traduções são fornecidas apenas como uma facilidade e devem se referir ao texto no idioma original, que é a única versão do texto que tem efeito legal.

Ver a versão original em businesswire.com: https://www.businesswire.com/news/home/20260916265452/pt/


Contato:

Assessoria de Imprensa

Julie Bishop

julie@walkercomms.com


Fonte: BUSINESS WIRE
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