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Tecnologia
Zuckerberg rebate apelos por freio na IA e diz que segurança virou vantagem competitiva
O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, afirmou nesta terça-feira, 15, que a concorrência e a responsabilidade legal já oferecem incentivos suficientes para que as empresas de inteligência artificial atuem…
Foto: Reprodução/Revista Oeste
Vanessa Araujo
Jornalista
O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, afirmou nesta terça-feira, 15, que a concorrência e a responsabilidade legal já oferecem incentivos suficientes para que as empresas de inteligência artificial atuem com segurança. A declaração foi publicada em seu perfil no X e repercute a discussão sobre uma desaceleração coordenada do setor, defendida por executivos rivais.
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Zuckerberg disse que cada laboratório tem a responsabilidade e o incentivo de treinar seus modelos com segurança, no ritmo necessário, e a capacidade de tomar suas próprias medidas para garantir que isso aconteça. A fala ocorreu três dias depois de Dario Amodei, CEO da Anthropic, pedir que as empresas de IA diminuíssem o ritmo de avanço das capacidades dos modelos. Os CEOs da OpenAI, Sam Altman, e da xAI, Elon Musk, endossaram o apelo.
Para Zuckerberg, confiança e alinhamento estão se tornando as capacidades mais importantes para diferenciar agentes e modelos. "Qualquer laboratório que não focar o alinhamento vai ficar para trás", afirmou. Segundo ele, as pessoas não vão querer usar agentes desalinhados que não façam o que lhes é pedido, o que cria um incentivo natural para que as empresas busquem modelos mais alinhados.
O CEO da Meta destacou a responsabilidade legal dos laboratórios. Ele afirmou que as empresas enfrentam sanções severas caso seus modelos causem danos. Essa ameaça de punição força os desenvolvedores a prevenirem falhas. A exigência legal atua como incentivo para o reforço da segurança. Ele citou o adiantamento de projetos como exemplo dessa cautela. A Meta atrasou o lançamento do agente Muse para aprimorar a proteção.
Avaliadores independentes
Zuckerberg defendeu a contratação de avaliadores independentes como "melhor prática do setor" e disse que o Meta Superintelligence Labs já adota essa medida em várias áreas. Para ele, seria útil que houvesse um ecossistema maior e mais diverso de avaliadores.
O executivo abordou o uso de recursos computacionais no setor. Ele defendeu direcionar a "maioria significativa" da capacidade de processamento ao uso público. Segundo ele, priorizar as pessoas em vez da autoevolução recursiva garante maior segurança.
A discussão ocorre durante um impasse sobre regulação. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, diverge do posicionamento dos CEOs. Trump afirmou que o país já possui salvaguardas suficientes. Ele ressaltou que a China se beneficiaria de dúvidas sobre o avanço tecnológico.
O presidente da Comissão Federal de Comércio, Andrew Ferguson, defendeu cautela. Ele disse que o público deve suspeitar de empresas de IA que pedem isenções antitruste.