06/03/2024 às 14h15min - Atualizada em 09/03/2024 às 00h01min

Perda de acomodação visual resulta na “vista cansada”

Musculatura responsável por ajustar o foco da visão enrijece com o passar dos anos

Aline Lourenço
Divulgação


Os olhos são capazes de ajustar o foco da visão graças à musculatura ciliar que fica atrás da íris. Para visualizar objetos, pessoas e coisas mais distantes, esse músculo relaxa, já para ver imagens mais próximas, ele se contrai. O mecanismo de contração do músculo ciliar para enxergar mais de perto é conhecido como acomodação visual, uma capacidade que vai diminuindo com o passar dos anos e culmina na “vista cansada” ou presbiopia.
 
Segundo Leonardo Coelho Gontijo, oftalmologista do Instituto de Olhos Minas Gerais, crianças conseguem olhar para um objeto muito perto do seu rosto sem sentir qualquer desconforto, o que já não ocorre com o avançar da idade. “A partir dos 35 anos, o músculo ciliar começa a perder a capacidade de ficar contraído diversas horas por dia; nessa fase é quase impossível olhar para a tela de um computador por muitas horas seguidas sem sentir uma leve dor de cabeça, fadiga visual ou visão borrada. Depois dos 40 anos, a musculatura ciliar fica mais rígida ainda, e com isso ainda menos eficiente, gerando a necessidade de usar óculos de leitura. Aos 60 anos o músculo ciliar perde definitivamente a função de se contrair, logo, a presbiopia se estabiliza, mas o paciente passa a depender 100% dos óculos”, elucida. 
 
Na fase de progressão da presbiopia, entre 40 e 60 anos, os pacientes costumam trocar as lentes dos óculos a cada dois anos, ou sempre que começar a sentir desconforto visual e dores de cabeça, como afirma o Dr. Leonardo, que lembra que a conduta será definida somente após uma avaliação do oftalmologista.
 

Como uma alternativa ao uso dos óculos, o especialista em córnea, catarata e cirurgia refrativa destaca que existem diferentes estratégias para correção visual da presbiopia, entre elas, o uso de lentes de contato; técnicas modernas de cirurgia a laser; substituição do cristalino transparente com implante de lentes intraoculares especiais; uso de colírios com efeito de redução do diâmetro pupilar. “Todas elas são boas opções para a independência dos óculos, mas deve-se considerar o perfil de cada paciente, associado a uma avaliação cuidadosa”, finaliza. 
 
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