14/07/2023 às 18h14min - Atualizada em 17/07/2023 às 00h01min

Especialista americano sugere maior investigação para aplicar IA de maneira assertiva nas empresas

No Brasil, Hickman participou do 1º People & Data Conference, promovido pela Mindsight

Caroline Almeida

Thaylan Toth, CEO e Cofundador da Mindsight

Empresas no mundo todo estão adotando cada vez mais o uso de Inteligência Artificial (IA) e Machine Learning (ML) para diversos setores. O de Recursos Humanos tem utilizado essas ferramentas para avaliar profissionais, gerenciar desempenho e proporcionar economias consideráveis de tempo e custo nos processos e áreas. Mas a falta de pesquisas aprofundadas sobre o tema pode gerar exageros sobre os benefícios e aumentar o pessimismo sobre a utilização dessas tecnologias. 

É o que defende o pesquisador americano e professor assistente de psicologia industrial-organizacional da Virginia Tech e membro sênior da Wharton People Analytics da Universidade da Pensilvânia, Louis Hickman, que estuda o desenvolvimento dessas tecnologias dentro de empresas. Para ele, as organizações do mundo real estão adotando rapidamente ferramentas de IA e ML, mas há pouca pesquisa sobre elas e seus efeitos no dia a dia. “É preciso realizar pesquisas rigorosas e de alta qualidade sobre a utilização dessas ferramentas e métodos dentro de empresas para informar a sociedade sobre seus reais potenciais e de que forma elas devem ser utilizadas”, ressalta.

No Brasil, Hickman participou do 1º People & Data Conference, promovido pela Mindsight, ecossistema de softwares que integra dados para gestão de pessoas, e reforçou que a falta de conhecimento tem atrasado o setor de RH na inovação. “O lançamento público do ChatGPT, da IA e ML está na mente de todos e em todos os lugares. Mas para atingir os potenciais benefícios que podem trazer à sociedade e às empresas, precisamos explorar ainda mais o tema por meio de pesquisas e estudos de casos que comprovem, reforcem e até orientem melhorias, entregando de fato sua maior eficiência”, explica.

Rickman também defende que, ao cortar o ruído e entender essas tecnologias, será possível incluir questões de preconceito e justiça, avaliar construtos psicológicos de comportamentos promulgados, ajudando os trabalhadores a aprender e se desenvolver e, ao mesmo tempo, avançar na compreensão da percepção interpessoal dentro das empresas.

Para Thaylan Toth, CEO e Cofundador da Mindsight, o debate do uso da máquina para gerenciar pessoas é mais do que necessário. “É uma tendência mundial. O Brasil já tem todo o acesso necessário para evoluir a gestão de pessoas com mais eficiência e análise de dados. Só precisamos aperfeiçoar esse uso”, defende. 


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