21/07/2023 às 14h57min - Atualizada em 24/07/2023 às 00h03min

Dia dos Avós: risco de quedas em idosos

Conheça as principais causas e como prevenir

TKS Comunicação


Anualmente, o Dia dos Avós é comemorado em 26 de julho. Uma data em homenagem ao dia de São Joaquim e Santa Ana, os avós de Jesus. É uma comemoração de origem portuguesa e, o principal objetivo, é homenagear e agradecer o amor, carinho, cuidados e consideração dos avós com os netos. 

Com a idade e envelhecimento natural do ser humano, algumas doenças e perigos acometem a vida dos nossos avós e idosos. Um dos perigos mais comuns são as quedas. "As quedas da própria altura ou de alturas convencionais (ex.: banco, banheiro, escadas curtas, etc) são bastante frequentes em idosos e podem, em alguns casos, trazer complicações muito graves e potencialmente fatais. Estudos apontam que, anualmente, cerca de 30 à 40% dos idosos que vivem em comunidade vão sofrer algum tipo de queda.” afirma o Dr. Guilherme Rossoni, neurocirurgião e especialista no tratamento de doenças da coluna e dor crônica.


Dona Eloisa Bustos Urosas , avó e bisavó, nasceu em Madrid, Espanha, e veio morar ao Brasil aos 19 anos, em 16 de abril de 1954, junto com seus pais, irmão e futuro marido (na época, eram apenas bons amigos).

A veterana que nasceu em 1935, está com 88 anos e sofre com alguns problemas de saúde. Mesmo nas dificuldades, nunca deixou de lutar em cada etapa. Tem problema hereditário igual a sua matriarca, de artrose nos joelhos, doença essa que já a deixava com dificuldades em andar, sempre usando uma bengala para auxílio.

"Nesses pacientes é muito comum o desenvolvimento de artrose/ artrite, fragilidade nos ossos (osteoporose), perda de massa muscular, alterações posturais e de equilíbrio ou coordenação motora e, até mesmo, distúrbios de controle da bexiga e do intestino (incontinência ou retenção de urina e fezes). Alguns podem evoluir com doenças neurológicas, ainda que com sintomas mínimos, como por exemplo, acidente vascular cerebral (AVC), tremor essencial, doença de Parkinson, esclerose múltipla, Alzheimer, etc. São pacientes que, comumente, fazem uso frequente de vários medicamentos, o que chamamos de “polifarmácia”. Quanto maior o número de medicações associadas, maior a interação desses medicamentos entre eles e com o organismo, acarretando vários efeitos colaterais que podem promover queda de pressão, tontura/ vertigem, prejuízo da força, da coordenação motora e do equilíbrio. 
Não podemos deixar de mencionar, claro, que pacientes idosos podem evoluir com redução da qualidade e acuidade visual por catarata ou alterações de cristalino ou retina. Outros pacientes podem desenvolver perda da audição, que pode prejudicar a noção de posicionamento e equilíbrio espacial. Tanto a perda de visão como de audição prejudicam as relações do idoso com o ambiente onde vivem, tornando-os mais vulneráveis às quedas.
De forma mais rara e grave, outras doenças mais avançadas, como câncer que acomete os ossos ou insuficiência renal crônica que causa fragilidade extrema dos ossos, podem provocar dor por instabilidade óssea ou por fraturas espontâneas, sem relação com trauma ou queda, mas que podem levar às quedas e, quando isso ocorre, a própria queda pode proporcionar uma lesão ainda mais grave devida à fragilidade óssea.
Todos esses fatores relacionados ao idoso e ao processo de envelhecimento conferem maior risco de desenvolver quedas e trazem maiores complicações comparados aos pacientes mais jovens.” relata o neurocirurgião.         

Em 2020, dona Eloisa sofreu uma queda dentro de casa ao colocar roupas para lavar. Quebrou o fêmur e passou por uma minuciosa cirurgia. Obteve muita força de vontade em melhorar e ficar bem, pois a chance de um idoso falecer em fase de recuperação após problemas como esses, são grandes. Em 2022, descobriu um câncer no intestino. Fez sessões de radioterapia e ainda está em fase de tratamento com quimioterapia e uso de bolsa de colostomia. Em 2023, seu esposo, Adolfo, aos 88 anos, faleceu em decorrência da recuperação de uma mesma queda que dona Eloisa teve. Fez cirurgia no fêmur em abril e foi bem sucedida. Porém, a recuperação não foi como esperado, o que fez com que ele falecesse pouco mais de 1 mês da cirurgia.

O Dr. Guilherme afirma: "Dentro de todas as causas de morte relacionadas a quedas ou complicações pós-cirúrgicas para tratamento das lesões advindas desses traumas, 85% desses pacientes que evoluem para o óbito, são pacientes idosos, ou seja, acima de 65 anos. Dentre os fatores que contribuem para essa maior morbidade e mortalidade, ou seja, maior gravidade do evento da queda em idoso, podemos citar: processos inerentes do próprio envelhecimento (síndrome da senilidade), diminuição da força muscular, redução da acuidade visual e audição, osteoporose (“ossos frágeis”), dificuldades se locomover, lentidão de movimentos e raciocínio, perda do equilíbrio/ coordenação motora, arritmias cardíacas que podem causar falta de suprimento sanguíneo e oxigênio para o cérebro ou para os músculos, alterações da pressão arterial (principalmente hipotensão postural que causa tontura e desmaio), sintomas de depressão, entre outros.

Dona Eloisa tem muita disposição e se alimenta muito bem. Seu corpo pode não responder tão bem quanto esperado, mas a cabeça continua brilhante, com boa memória, lembranças e disposição para falar e contar suas histórias. Ela anda com auxílio de andador e, quando necessário, usa cadeira de rodas. 

De acordo com o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia do Ministério da Saúde, há evidências para sugerir que exercícios, tais como treinamento de equilíbrio (Tai Chi), são efetivos em reduzir o risco de quedas em idosos. Melhorar a aptidão física e impedir a inatividade e a imobilidade, também contribuem. Vigilância domiciliar periódica e sistemática para avaliar e, caso apropriado, modificar os riscos ambientais, pode ser efetiva em reduzir quedas. Identificar quaisquer consequências psicológicas de uma queda, como o medo de cair, que possam levar a uma auto restrição de atividades e, secundariamente, a desuso, imobilidade, atrofia muscular e novas quedas. Modificar os comportamentos de risco, de forma a garantir movimentos e transferências seguros, sem restringir a possibilidade de uma vida ativa. Instituir estratégias, enfim, que previnam uma lesão séria, de maneira que, mesmo ocorrendo uma queda, esta não resulte em graves consequências.

    
Sobre o Dr. Guilherme Rossoni

O Dr. Guilherme Rossoni possui o título de especialista em Neurocirurgia pela SBN (Sociedade Brasileira de Neurocirurgia), sendo membro titular da associação.

Especialista em Cirurgia Minimamente Invasiva da Coluna. Possui expertise em Cirurgia Endoscópica da Coluna, realizado pela Word Spine Center, além do Curso Avançado de Cirurgia Endoscópica da Coluna Vertebral pela IRCAD, o maior centro de treinamento em cirurgia minimamente invasiva do continente.

O lema do Doutor é transmitir a confiança para todos os pacientes que chegam até ele de forma empática e humanizada!

Registro de especialista em Neurocirurgia. RQE-ES 10637 | RQE-SP 73982 | RQE-RJ 31929 | CRM - SP 161.136 | CRM - ES 11.625 | CRM - RJ 52.0115109-6

Se ficou com alguma dúvida, acesse o site e entre em contato com a central de atendimento:

Site: https://www.drguilhermerossoni.com.br/
Instagram: @drguilhermerossoni


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