Agência com apuração local · publicado originalmente por UOL
Crise no Corinthians
Corinthians defende Stábile após MP-SP denunciar presidente por apropriação indébita
Clube emitiu nota oficial rebatendo acusações do Ministério Público contra Osmar Stábile por contratação suspeita de empresa de segurança avaliada em R$ 721 mil.
Foto: Reprodução/UOL
UOL
Jornalista
O Sport Club Corinthians Paulista divulgou nota oficial em resposta à denúncia apresentada pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) contra o presidente Osmar Stábile por suposta apropriação indébita ligada à contratação de uma empresa de segurança privada.
Na manifestação, o clube destacou que a acusação ainda precisa ser analisada pelo Poder Judiciário, que poderá aceitá-la ou rejeitá-la, e que sua apresentação não equivale a uma condenação nem comprova responsabilidade criminal do dirigente.
O Corinthians justificou a contratação da empresa Bear Security alegando que havia riscos à integridade física de Stábile e de seus familiares, diretamente relacionados ao exercício da presidência do clube.
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O clube também argumentou que Stábile assumiu o cargo após o impeachment do presidente anterior, o que impediu uma transição convencional e tornou urgente a formação de uma nova equipe de proteção pessoal composta por profissionais de confiança do dirigente.
Segundo a nota, os valores pagos à empresa são compatíveis com os praticados no mercado para serviços de natureza, abrangência e complexidade equivalentes. O Corinthians negou ter assumido despesas privadas anteriores do presidente, afirmando que o fato de alguns profissionais já terem trabalhado para Stábile em caráter particular não significa que o clube incorporou custos pessoais preexistentes.
A denúncia do MP-SP aponta que o Corinthians teria desembolsado R$ 721.194,66 à Bear Security no período investigado. O documento, ao qual o UOL teve acesso, lista pagamentos realizados entre 15 de julho de 2025 e 20 de agosto de 2026.
O Ministério Público também solicitou à Justiça medidas cautelares contra Stábile, entre elas o afastamento do cargo, a proibição de acesso às dependências do clube e a vedação de contato com testemunhas. Essas restrições só entrarão em vigor caso sejam aceitas pelo Judiciário.
Ao encerrar a nota, o clube reafirmou compromisso com a transparência e anunciou que prestará cooperação integral às apurações, fornecendo documentos e esclarecimentos às autoridades competentes.