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Copa Libertadores 2026
Corinthians x Estudiantes: Brasil e Argentina disputam liderança histórica na Libertadores
Corinthians enfrenta Estudiantes na Neo Química Arena pelas quartas de final da Libertadores, com Brasil e Argentina empatados em 25 títulos cada no torneio.
Foto: Reprodução/esportes.r7.com
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Jornalista
O Corinthians recebe o Estudiantes nesta quarta-feira (16), às 21h30, na Neo Química Arena, em Itaquera, pelo segundo jogo das quartas de final da Copa Libertadores. Além da vaga nas semifinais, o confronto coloca em evidência a disputa histórica entre Brasil e Argentina pelo domínio do futebol sul-americano.
As duas seleções de clubes chegam ao duelo com 25 títulos da Libertadores cada. O equilíbrio no placar histórico, porém, é recente. Quando o River Plate bateu o Boca Juniors na final de 2018, os argentinos tinham 25 taças contra apenas 18 dos brasileiros.
A partir de 2019, o Brasil emplacou sete conquistas consecutivas:
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Flamengo, em 2019
Palmeiras, em 2020 e 2021
Flamengo, em 2022
Fluminense, em 2023
Botafogo, em 2024
Flamengo, em 2025
A sequência zerou a diferença de sete títulos em apenas sete temporadas. O domínio também aparece nas finais: cinco das últimas sete decisões tiveram dois clubes brasileiros. Nas 15 edições anteriores a esse período, 11 terminaram com um representante do país levantando a taça.
Nos confrontos eliminatórios diretos entre brasileiros e argentinos desde 2021, o Brasil venceu 16 dos 19 duelos, aproveitamento de 84,2%.
O jogo
O primeiro confronto terminou empatado em 1 a 1 em La Plata. Alexis Castro abriu o placar para o Estudiantes, e Kaio César igualou no segundo tempo. Quem vencer em Itaquera avança diretamente. Um novo empate leva a decisão para os pênaltis.
É a primeira vez que os dois clubes se enfrentam pela Libertadores. O único mata-mata oficial anterior entre eles foi nas quartas de final da Copa Sul-Americana de 2023, quando cada time venceu por 1 a 0 em casa e o Corinthians avançou nos pênaltis, em La Plata.
Tradição em campo
O Corinthians conquistou sua única Libertadores em 2012, de forma invicta. O Estudiantes tem quatro títulos, obtidos em 1968, 1969, 1970 e 2009, e é um dos símbolos da tradição argentina no torneio.
Entre os argentinos, o Independiente lidera o ranking histórico com sete taças, seguido pelo Boca Juniors, com seis, e pelo próprio Estudiantes, com quatro. Do lado brasileiro, o Flamengo assumiu a liderança isolada com quatro conquistas após o título de 2025.
Fator econômico
Uma das explicações para a virada brasileira está fora de campo. O crescimento das receitas dos principais clubes do país ampliou a distância financeira em relação aos rivais sul-americanos. Direitos de transmissão, patrocínios, bilheteria e venda de jogadores passaram a dar às equipes do Brasileirão maior poder de contratação.
Clubes como Flamengo e Palmeiras se aproximaram da marca de R$ 2 bilhões em receitas anuais, montando elencos difíceis de serem acompanhados pelos concorrentes do continente. Esse cenário também alterou o destino dos melhores jogadores da América do Sul, como o uruguaio Giorgian de Arrascaeta, no Flamengo, e o paraguaio Gustavo Gómez, no Palmeiras — talentos que, ao não seguirem para a Europa, passaram a escolher o Brasil.
Título histórico em jogo
A edição de 2026 da Libertadores pode funcionar como desempate histórico entre os países. Se um clube brasileiro vencer novamente, o Brasil assumirá pela primeira vez a liderança isolada em número de títulos. Uma conquista argentina, por outro lado, encerraria uma sequência que já dura desde 2019.