Pular para o conteúdo
Revista São Roque
25°17°Anuncie
PublicidadeKZ3 Agência de Soluções — Soluções Digitais Inteligentes. Marketing com IA, software, cloud e dados. CTA: análise gratuita.

Agência com apuração local · publicado originalmente por Times Brasil

Eleições 2026

Campanha de Flávio Bolsonaro acusa diretor da PF de anunciar investigação no dia da eleição

Notícia-crime protocolada na Zona Eleitoral do DF pede interrogatório de Andrei Rodrigues; PGR e PF já haviam arquivado o caso por falta de elementos.

Campanha de Flávio Bolsonaro acusa diretor da PF de anunciar investigação no dia da eleição
Foto: Reprodução/Times Brasil

Bruno Pavan

Jornalista

A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) protocolou neste domingo, 11 de outubro de 2026, uma notícia-crime na 1ª Zona Eleitoral do Distrito Federal contra o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, acusando-o de usar a estrutura da corporação para beneficiar o PT durante o primeiro turno das eleições de 2026.

Segundo a petição apresentada pela equipe jurídica do senador, o episódio tem origem na noite de 30 de setembro de 2026, quando o jornal britânico The Guardian publicou reportagem sobre uma verba de US$ 1 milhão que o Departamento de Estado dos Estados Unidos deliberava destinar a um programa de combate à censura e ao lawfare no Brasil. A própria matéria indicava que os recursos ainda estavam sob análise.

Na manhã seguinte, 1º de outubro, o Advogado-Geral da União, Jorge Messias, criticou a iniciativa em suas redes sociais e enviou ofícios à Procuradoria-Geral da República (PGR) e à Polícia Federal pedindo investigações, associando o caso a "pautas conservadoras e de extrema direita". A defesa de Flávio Bolsonaro sustenta que as manifestações foram divulgadas pela imprensa sem que houvesse fatos concretos, autoria identificada ou indícios de crimes eleitorais.

PublicidadeKZ3 Agência de Soluções — Soluções Digitais Inteligentes. Marketing com IA, software, cloud e dados. CTA: análise gratuita.

O ponto central da notícia-crime, porém, é o dia da votação, 4 de outubro. Durante coletiva de imprensa no Centro Integrado de Comando e Controle Nacional, em Brasília, Andrei Rodrigues confirmou publicamente que a PF havia aberto uma apuração preliminar sobre interferência externa com base na representação da AGU. Para a defesa do senador, o anúncio no dia das eleições gerou manchetes de grande repercussão, prejudicando a campanha de Flávio Bolsonaro e beneficiando o PT.

A representação aponta que a conduta do diretor-geral da PF se enquadraria, em tese, nos artigos 346 e 377 do Código Eleitoral, que vedam o uso de repartições ou serviços públicos para favorecer partidos ou candidatos.

O documento também destaca que, ainda no dia 4 de outubro, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, declarou publicamente que a Justiça Eleitoral não havia recebido indicativos concretos de interferência internacional no pleito. No mesmo dia, a PGR arquivou o pedido da AGU por entender que faltavam elementos mínimos para agir. Em 7 de outubro, o próprio procedimento interno na Polícia Federal teria sido encerrado por ausência de justa causa.

Diante dos fatos narrados, a equipe jurídica do senador pede ao juízo eleitoral que:

  • determine a instauração de procedimento investigatório sob supervisão do Ministério Público Eleitoral;
  • requisite cópias integrais dos expedientes da AGU, da PF e da PGR relacionados ao caso;
  • obtenha a gravação da coletiva de imprensa realizada no dia 4 de outubro;
  • determine o interrogatório de Andrei Rodrigues.

Com informações de Times Brasil.

PublicidadeKZ3 Agência de Soluções — Soluções Digitais Inteligentes. Marketing com IA, software, cloud e dados. CTA: análise gratuita.

Encontrou um erro? Peça uma correção. Sua empresa foi citada? Envie a nota da empresa.

Compartilhar

Comentários (0)

Seu comentário será moderado antes de aparecer publicamente. Já tem conta? Entrar

Seja o primeiro a comentar!

KZ3 Agência de Soluções — Soluções Digitais Inteligentes. Marketing com IA, software, cloud e dados. CTA: análise gratuita.