Agência com apuração local · publicado originalmente por Metrópoles
Investigação na Capital Federal
Advogado de Brasília é denunciado por dívida de R$ 300 mil em serviços de luxo
Influente jurista de Brasília é alvo de denúncia na PCDF após acumular dívida de R$ 300 mil com agenciadora. O caso envolve entrega de Rolex falso e provas de fetiches enviadas à polícia.
Foto: Reprodução/Metrópoles
Metrópoles
Jornalista
Um influente advogado de Brasília é alvo de uma denúncia na Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) após acumular uma dívida estimada em R$ 300 mil com uma mulher que organizava festas e encontros sexuais para ele. O caso, que envolve uma relação de cumplicidade de 11 anos, veio à tona após o descumprimento de sucessivos acordos de pagamento e a entrega de um relógio falso como garantia de dívida.
Dinâmica dos eventos e custos
Segundo as informações registradas, a mulher atuava como agenciadora e organizadora de eventos que chegavam a custar R$ 50 mil por noite. Cada sessão contava com a participação de até cinco garotas de programa, entre mulheres cis e transexuais, com pagamentos individuais de R$ 10 mil para a realização de fetiches específicos, como o fisting.
Além do agenciamento, a organizadora relatou que frequentemente prestava socorro ao advogado em situações de crise de saúde decorrentes do uso combinado de uísque e crack. Ela era responsável por gerir os pagamentos nos estabelecimentos e garantir a discrição sobre a rotina do cliente para preservar sua reputação pública.
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Inadimplência e tentativa de acordo
O fluxo de pagamentos foi interrompido em 2021, gerando um acúmulo de dívidas referentes a serviços prestados, comissões e socorros noturnos. Para tentar estancar a cobrança, o advogado entregou à mulher um relógio da marca Rolex, que ele afirmou estar avaliado em R$ 180 mil. No entanto, ao tentar avaliar o bem, a credora descobriu que a peça era uma réplica sem valor comercial.
Tentativas de formalizar a quitação do débito foram feitas por meio de escritórios de advocacia. O defensor chegou a assinar termos para pagar parcelas de aproximadamente R$ 67 mil, mas honrou apenas uma fração do montante. Em janeiro deste ano, um representante do advogado solicitou uma trégua de duas semanas nas cobranças, sob a alegação de que o jurista estaria internado em uma clínica de reabilitação. O prazo expirou sem que novos pagamentos fossem efetuados.
Provas entregues à polícia
Diante do impasse, a mulher formalizou a queixa na delegacia e entregou um vasto material probatório às autoridades. O acervo inclui:
Arquivos de conversas e registros financeiros;
Vídeos que registram as práticas sexuais de fetiche;
Imagens que mostram o consumo de substâncias entorpecentes durante os encontros.
O escritório que representa a organizadora informou que tentou contato com o devedor e com o escritório do qual ele é sócio para buscar um acordo e evitar a exposição do caso, mas não obteve retorno.