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Revista São Roque
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Agência com apuração local · publicado originalmente por Forbes Brasil

Ciência e Bem-Estar

Variar os Exercícios Reduz em 19% o Risco de Morte Prematura, Aponta Estudo de Harvard

Pesquisa com 110 mil pessoas durante 30 anos revela que combinar diferentes modalidades de exercício reduz em até 41% o risco de morte por doenças graves.

Variar os Exercícios Reduz em 19% o Risco de Morte Prematura, Aponta Estudo de Harvard
Foto: Reprodução/Forbes Brasil

Forbes Brasil

Jornalista

Praticar diferentes tipos de exercício ao longo da semana pode aumentar os benefícios à saúde e reduzir o risco de morte prematura. É o que indica um estudo realizado nos Estados Unidos que acompanhou os hábitos de atividade física de 110 mil pessoas durante 30 anos.

Entre os participantes que se exercitavam, aqueles com maior variedade de modalidades tiveram 19% menos probabilidade de morrer durante o período analisado em comparação com quem se dedicava a apenas um tipo de atividade. O resultado superou o observado em modalidades praticadas isoladamente, como caminhada, tênis, remo e corrida.

O principal autor do estudo, o Dr. Yang Hu, da Escola de Saúde Pública de Harvard, afirma que manter um alto nível de atividade física e diversificar as modalidades pode ampliar os benefícios, especialmente ao combinar exercícios com efeitos complementares, como atividades aeróbicas e treinamento de resistência.

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A pesquisa reuniu mais de 70 mil enfermeiros e enfermeiras, com idades entre 30 e 55 anos, e cerca de 40 mil profissionais de saúde, entre 40 e 75 anos. A cada dois anos, os participantes informavam com que frequência praticavam atividades como caminhada, corrida, ciclismo, natação, remo, tênis, squash, musculação, ioga, jardinagem e subir escadas.

Os dados mostraram que a maioria das modalidades, quando praticada individualmente, já estava associada a menor risco de morte. Os resultados mais expressivos, porém, apareceram entre quem combinava diferentes tipos de exercício. Nesse grupo, o risco de morte por câncer, doenças cardíacas, doenças pulmonares e outras causas foi de 13% a 41% menor em relação aos demais participantes.

Os pesquisadores identificaram seis horas semanais de atividade moderada ou três horas de exercício vigoroso como a quantidade associada aos maiores benefícios. Acima desse patamar, os ganhos se estabilizaram.

Benefícios para o corpo e a mente

A prática regular de exercícios está associada a melhorias na saúde física e mental, além de contribuir para reduzir o risco de doenças que afetam o coração, os vasos sanguíneos e os pulmões, e diminuir a probabilidade de morte precoce por alguns tipos de câncer.

Maddie Albon, de 29 anos, gerente global de marketing residente em Londres, é um exemplo de quem adota essa abordagem variada. Praticante de triatlo, ela também inclui tênis, spinning, ioga, pilates e musculação na rotina. Segundo ela, a combinação de modalidades contribui tanto para o desempenho físico quanto para o bem-estar mental, permitindo adaptar o exercício ao nível de energia de cada dia, alternando atividades mais intensas com outras voltadas ao relaxamento.

Albon começou a praticar triatlo no ano passado e pretende experimentar esportes coletivos, que considera mais sociais do que algumas das atividades que já realiza.

O que recomendam as diretrizes de saúde

As recomendações do NHS, serviço público de saúde do Reino Unido, orientam adultos entre 19 e 64 anos a incluírem diferentes categorias de exercício na rotina semanal:

  • Atividades aeróbicas moderadas, que elevam a frequência cardíaca e aceleram a respiração, como caminhada rápida, ciclismo, tênis, dança, trilhas e jardinagem;
  • Exercícios vigorosos, que aumentam ainda mais a intensidade da respiração, como corrida, natação, futebol, hóquei, ginástica e subir escadas;
  • Fortalecimento muscular, que pode ser feito por meio de musculação, ioga, tai chi, abdominais, jardinagem intensa ou atividades como carregar sacolas pesadas.

Limitações da pesquisa

Apesar do tamanho da amostra e do acompanhamento repetido ao longo de três décadas, os autores reconhecem limitações. Não é possível descartar que o estado de saúde dos participantes tenha influenciado seus hábitos de exercício, e não apenas o contrário. A análise, no entanto, levou em conta diversos fatores relacionados ao estilo de vida dos envolvidos.

Com informações de Forbes Brasil.

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