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Política
Eduardo Bolsonaro se reúne com governo Trump depois de sessão no STF
O ex- deputado Eduardo Bolsonaro e o empresário Paulo Figueiredo iniciam nesta quarta-feira, 16, em Washington, uma série de reuniões com integrantes do governo de Donald Trump para tratar de…
Foto: Reprodução/Revista Oeste
Isabela Jordão
Jornalista
O ex-deputado Eduardo Bolsonaro e o empresário Paulo Figueiredo iniciam nesta quarta-feira, 16, em Washington, uma série de reuniões com integrantes do governo de Donald Trump para tratar de medidas contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), entre elas a retomada das sanções da Lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes.
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As primeiras reuniões estão previstas para esta quarta-feira com integrantes do Departamento de Estado dos Estados Unidos. Na quinta-feira, 17, a agenda da dupla inclui encontros com integrantes da Casa Branca.
A principal pauta será o pedido de investigação contra Moraes no caso envolvendo o Banco Master. O julgamento da ação no STF foi interrompido na terça-feira, 15, depois de um pedido de vista do ministro Flávio Dino. Eduardo pretende apresentar aos representantes norte-americanos detalhes da sessão.
Flávio Dino [à esquerda] pediu vista sobre juntar ou não os casos contra André Mendonça [centro] e Alexandre de Moraes [direita]; registro do trio durante sessão plenária extraordinária do Supremo Tribunal Federal — Brasília (DF), 15/9/2026 | Gustavo Moreno/STF
Moraes foi sancionado pelos EUA em 2025; relembre
O governo de Donald Trump aplicou, em 30 de julho de 2025, sanções financeiras contra Alexandre de Moraes, com base na Lei Magnitsky. A medida ocorreu em meio à escalada das tensões entre Estados Unidos e Brasil em torno dos processos envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro e de decisões do STF relacionadas a plataformas digitais.
A decisão foi anunciada pelo Departamento do Tesouro dos EUA, que acusou Moraes de autorizar detenções consideradas arbitrárias e de restringir a liberdade de expressão. As acusações foram rejeitadas por autoridades brasileiras, que classificaram a medida como uma interferência em assuntos internos do país.
A Lei Magnitsky permite ao governo norte-americano impor sanções econômicas e restrições financeiras a estrangeiros que Washington considere envolvidos em corrupção ou violações de direitos humanos. No caso de Moraes, a medida implicou o bloqueio de eventuais bens e interesses financeiros sob jurisdição dos Estados Unidos e a proibição de transações com pessoas e empresas norte-americanas.
Moraes e a mulher, Viviane Barci, foram alvo da Magnitsky em 2025 | Foto: Reprodução/Redes sociais
No mesmo mês, o governo Trump revogou os vistos para entrada nos EUA de Moraes, Luís Roberto Barroso, Edson Fachin, Dias Toffoli, Cristiano Zanin, Flávio Dino, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes
A ofensiva diplomática ocorreu em um contexto de críticas de Trump ao tratamento dado a Bolsonaro pelo STF. Em julho, o presidente norte-americano também anunciou uma tarifa de 50% sobre parte dos produtos brasileiros, relacionando a medida, entre outros fatores, ao processo judicial contra o ex-presidente.
Em setembro, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, voltou a criticar Moraes depois da condenação de Bolsonaro pela 1ª Turma do STF. Rubio afirmou que os Estados Unidos "responderão adequadamente" ao que classificou como uma "caça às bruxas". O Itamaraty respondeu que as declarações não intimidariam a democracia brasileira.