Agência com apuração local · publicado originalmente por G1
Greve Bancária
Caixa Econômica propõe ampliar custeio do plano de saúde; greve pode acabar na segunda
Banco eleva teto de participação no Saúde Caixa de 6,5% para 9% a partir de 2027. Trabalhadores votam proposta em assembleia eletrônica na segunda-feira (21).
Foto: Reprodução/G1
G1
Jornalista
A Caixa Econômica Federal apresentou, na madrugada desta quinta-feira (17), uma nova proposta relacionada ao Saúde Caixa, plano de saúde dos funcionários do banco e principal motivo da greve nacional por tempo indeterminado iniciada no dia 10. A oferta será votada pelos trabalhadores em assembleias eletrônicas na próxima segunda-feira (21).
De acordo com a Contraf-CUT e a Comissão Executiva dos Empregados (CEE), a proposta amplia a participação financeira do banco no custeio do plano e mantém regras reivindicadas pela categoria.
A principal mudança prevista é a elevação do teto de participação da Caixa no custeio do Saúde Caixa, que passaria de 6,5% para 9% da folha de pagamento a partir de 2027. Para 2026, não haverá reajuste nas mensalidades, e o banco ficará responsável por absorver o déficit do plano, segundo as entidades sindicais.
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A proposta também preserva o chamado pacto intergeracional, que impede a cobrança diferenciada por faixa etária, e mantém o plano de saúde dentro do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).
Outro ponto abordado é o desconto dos dias parados durante a greve. Conforme o sindicato, a paralisação realizada em 20 de agosto será abonada. Os demais dias úteis de greve deverão ser compensados pelos empregados em um prazo de até 180 dias, caso a proposta seja aprovada nas assembleias.
A oferta foi elaborada durante uma rodada de negociação iniciada na quarta-feira (16), em São Paulo, que se estendeu pela madrugada desta quinta. O resultado da votação nas assembleias eletrônicas de segunda-feira (21) definirá o encerramento ou a continuidade do movimento grevista.