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Haddad sobre STF: "Vai ser positivo se for transparente para todos"
Avaliação do candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) é de que autoridades devem ser investigadas independente de quem sejam
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Metrópoles
Jornalista
O ex-ministro e candidato ao governo de São PauloFernando Haddad (PT) afirmou nesta terça-feira (15/9) que o resultado da sessão no Supremo Tribunal Federal (STF) que deve decidir sobre a abertura de uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes e as subsequentes quebras de sigilo podem impactar positivamente tanto a campanha dele quanto a do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição.
“Eu não tenho medo da transparência, porque eu penso que a luz do sol é que vai corrigir os desmandos da política brasileira. Se tem uma coisa que pode corrigir o rumo do que está acontecendo, é a transparência com supervisão do cidadão, que é ele que vota no final”, afirmou Haddad após agenda de campanha em São Paulo. “Então eu penso que pode ter um impacto e penso que ele vai ser positivo se for transparente para todo mundo. Independentemente de partido, independentemente de esfera de governo, independentemente de poder da República, se é Legislativo, Judiciário, Executivo, não importa. A transparência vai dar mais segurança para o cidadão”.
Ex-ministro da Fazenda, Haddad voltou a defender que as autoridades devem ser investigadas, independentemente de quem elas sejam. “Eu não me conformo que, faltando 20 dias para o primeiro turno, a população desconheça o quem é quem desses processos todos. A cada dia que passa, a gente descobre uma coisa nova”, disse.
Haddad cumpriu agenda de campanha nesta terça no centro de São Paulo, em um encontro fechado com sindicatos de policiais do estado. O candidato do PT ouviu demandas da categoria, especialmente em relação à valorização de profissionais, e defendeu a modernização do sistema em delegacias paulista.
“Como eu sempre fiz na prefeitura, no Ministério da Fazenda, [vamos] montar uma mesa de negociação com as categorias. Eu sei que tem muita coisa para resolver e nós vamos montar uma mesa de negociação, mas eu deixei claro que nosso foco é o cidadão. Nós temos que atender as reivindicações, mas nós temos que, ao mesmo tempo, ter um planejamento de quatro anos, começando em janeiro do ano que vem, com metas claras sobre o que nós vamos entregar em termos de resultado para a população”, disse.