Agência com apuração local · publicado originalmente por Metrópoles
Violência Eleitoral em MG
Escritório de campanha de Iza Lourença (PSol) é atacado com bomba em BH
Candidata ao legislativo mineiro denuncia ataque com bombas, roubo de bandeiras e agressão a membros de sua equipe em Belo Horizonte, exigindo investigação.
Foto: Reprodução/Metrópoles
Metrópoles
Jornalista
A candidata à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) Iza Lourença (PSol), que também preside o partido no estado, denunciou um ataque com bombas ao seu escritório de campanha em Belo Horizonte e exigiu investigação sobre possíveis vínculos políticos dos responsáveis pelo ato.
De acordo com informações divulgadas pela própria candidata em seu perfil no Instagram, os agressores roubaram bandeiras de campanha e agrediram dois integrantes de sua equipe durante a ação.
Iza Lourença afirmou que, no local, foram deixados materiais de campanha do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), descrevendo o episódio como "uma ação nítida de intimidação política e de crime de ódio".
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A candidata também alegou que pessoas envolvidas no ataque teriam ligação com as campanhas de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, e de Flávio Roscoe (PL-MG), candidato ao governo do estado. Não foram apresentadas provas para embasar a afirmação.
"Mais uma vez, a extrema direita mostra que faz política baseada na violência e intolerância. Esse ataque não é isolado e faz parte das diversas tentativas de me silenciar e me fazer desistir", declarou a vereadora, acrescentando que não pretende recuar. "Eu não tenho medo deles e vou continuar fazendo a política que acredito, junto do povo, cada dia mais forte", completou.
Segundo a candidata, a Polícia Militar esteve no local após o ocorrido e conduziu os autores a uma delegacia.
A assessoria de Iza Lourença divulgou nota pedindo investigação imediata e rigorosa sobre o caso. Entre os crimes que a equipe considera necessário apurar estão:
Lesão corporal;
Aliciamento de menores;
Eventual relação entre os responsáveis pelo ataque e o deputado federal Nikolas Ferreira e o vereador Pablo Almeida.
"Não se trata de um episódio banal de disputa eleitoral. Uma bomba foi lançada contra um espaço político, frequentado por idosos e crianças, pessoas foram agredidas e poderiam ter sido feridas", diz trecho da nota.
A equipe da candidata também cobra das autoridades a preservação das provas, a identificação de todos os envolvidos e o esclarecimento de eventuais vínculos políticos relacionados ao episódio.
"Violência política não pode ser tratada como método de campanha. Quem atacou, quem participou e quem eventualmente ordenou ou incentivou o ataque precisa responder pelos seus crimes", afirma outro trecho da nota divulgada pela assessoria.