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Revista São Roque
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Agência com apuração local · publicado originalmente por UOL

Decisão Judicial no Futebol

Justiça de SP barra assembleia do Corinthians sobre mudanças no estatuto às vésperas da votação

Desembargador suspendeu assembleia marcada para sábado que definiria reformas estatutárias com impacto direto nas eleições do clube em 2026.

Justiça de SP barra assembleia do Corinthians sobre mudanças no estatuto às vésperas da votação
Foto: Reprodução/UOL

UOL

Jornalista

A Justiça de São Paulo suspendeu, na sexta-feira (18), a Assembleia Geral Extraordinária do Sport Club Corinthians Paulista que estava marcada para este sábado (19), na qual os associados votariam mudanças no estatuto do clube.

A decisão foi tomada pelo desembargador Maurício Campos da Silva Velho, da 4ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo. O despacho foi assinado às 17h19 e determina que o clube e a Presidência do Conselho Deliberativo sejam comunicados imediatamente.

Além de suspender a assembleia, a decisão também impede que eventuais mudanças aprovadas entrem em vigor. A medida é provisória e permanece em vigor até que a apelação seja julgada ou que o próprio relator tome uma nova decisão.

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Quem pediu a suspensão

O pedido foi apresentado pelos associados Ademir de Carvalho Benedito, Guilherme Gonçalves Strenger e Alexandre Husni. Os três recorreram de uma decisão de primeira instância, proferida em 11 de setembro, que havia considerado válido o processo de preparação da reforma e autorizado a realização da assembleia.

Por que a assembleia foi suspensa

Entre os motivos apontados pelo relator para a suspensão está a possibilidade de as novas regras serem utilizadas já nas eleições do clube em 2026. Segundo o despacho, as propostas afetam diretamente as regras eleitorais e o direito de voto dos associados.

O desembargador avaliou que realizar a assembleia neste momento poderia gerar situações difíceis de reverter. Caso as mudanças fossem posteriormente anuladas, atos eleitorais praticados com base nas novas regras também poderiam ser afetados.

O que os associados questionam

Os autores da ação contestam a forma como as propostas foram elaboradas e aprovadas. Entre os pontos levantados estão:

  • O descumprimento do papel atribuído pelo estatuto ao Conselho de Orientação na elaboração de mudanças estatutárias;
  • A continuidade da votação de propostas separadas após a rejeição do texto principal da reforma;
  • A ausência de fundamentação suficiente na decisão de primeira instância sobre como as propostas foram elaboradas.

O relator entendeu que esses questionamentos precisam ser analisados e que a exigência de que a assembleia votasse apenas propostas já aprovadas pelo Conselho Deliberativo não foi suficiente para afastar todas as dúvidas apresentadas no recurso.

Próximos passos

A decisão não define se as propostas são válidas ou irregulares, nem afirma que os órgãos internos do Corinthians cometeram alguma irregularidade. O mérito do recurso será analisado pela 4ª Câmara de Direito Privado em momento oportuno.

O Corinthians e os demais envolvidos no processo têm cinco dias para apresentar resposta. Até lá, a assembleia e a aplicação das mudanças permanecem suspensas.

Com informações de UOL.

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