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Made in China: como funciona a primeira air fryer do espaço
A estação espacial chinesa Tiangong passou por uma modernização em sua cozinha orbital para aprimorar o bem-estar dos astronautas em missões prolongadas. Entre as novidades está o primeiro forno de…
Foto: Reprodução/UOL
UOL
Jornalista
A estação espacial chinesa Tiangong passou por uma modernização em sua cozinha orbital para aprimorar o bem-estar dos astronautas em missões prolongadas. Entre as novidades está o primeiro forno de ar quente do mundo projetado para operar em gravidade zero, com funcionamento similar ao de uma air fryer convencional.
O equipamento permite o preparo de alimentos quentes e crocantes em órbita em um intervalo de 20 minutos. Segundo informações da Agência Xinhua, o forno foi desenvolvido para atuar em ambiente de microgravidade sem emitir fumaça ou comprometer a rede elétrica da estação, evitando interferências nos sistemas críticos de suporte à vida.
Desde o fim do ano passado, tripulantes das missões Shenzhou utilizam o aparelho para assar bifes com pimenta, bolos e asas de frango. No caso do frango, o preparo utiliza uma grelha fechada especial e dura cerca de 28 minutos. O eletrodoméstico é um item permanente da estação e possui certificação para ser usado com segurança por até 500 vezes.
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O Centro de Astronautas da China (ACC) desenvolveu o projeto em parceria com empresas privadas. Além do forno, o conjunto inclui aquecedores de micro-ondas de baixa potência e dispensadores de água inteligentes. O cardápio atual oferece quase 200 variedades de pratos, incluindo carnes, vegetais frescos e a fermentação de iogurte realizada no próprio espaço, com um ciclo de rotação de dez dias.
Liu Weibo, especialista do Centro de Astronautas da China, destacou à Agência Xinhua a evolução do suporte nutricional na unidade. "A variedade, qualidade, sabor, aparência e nutrição da comida espacial estão ficando cada vez melhores", afirmou.
Esses avanços tecnológicos visam preparar os astronautas para períodos de até um ano na Tiangong, além de integrarem o planejamento da China para realizar um pouso tripulado na Lua até 2030. A estação, cujo nome significa "Palácio Celestial", funciona como residência e laboratório permanente para pesquisas científicas e testes de novas tecnologias em órbita.