Agência com apuração local · publicado originalmente por NSC Total
Memória e TV
10 anos da morte de Domingos Montagner: como o Plantão da Globo anunciou a tragédia
Em setembro de 2016, Renata Vasconcellos anunciou a morte do ator de Velho Chico no Rio São Francisco. Relembre a cobertura e a trajetória de Montagner.
Foto: Reprodução/NSC Total
NSC Total
Jornalista
O Plantão da Globo interrompeu a programação há dez anos para confirmar a morte do ator Domingos Montagner, protagonista da novela Velho Chico. O artista, que tinha 54 anos, morreu afogado no Rio São Francisco, em Canindé de São Francisco, no interior de Sergipe, no dia 15 de setembro de 2016.
A informação foi comunicada ao público pela jornalista Renata Vasconcellos. Ela anunciou que as equipes de busca haviam encontrado o corpo do ator preso entre pedras, a aproximadamente 30 metros de profundidade, nas proximidades da Usina de Xingó.
Naquela manhã, Montagner havia gravado cenas da novela na região. Após o almoço, entrou no Rio São Francisco para se refrescar ao lado da atriz Camila Pitanga. Depois de mergulhar, o ator não voltou à superfície.
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Camila Pitanga alertou imediatamente a produção de Velho Chico, que acionou as equipes de resgate. Participaram das buscas helicópteros do Grupamento Tático Aéreo, a Polícia Militar, o Corpo de Bombeiros e pescadores da região.
No mesmo dia, o Plantão da Globo informou que a cobertura completa do caso seria exibida pelo Jornal Nacional, com início previsto para as 20h40min, no horário de Brasília.
Trajetória nas artes
Nascido em São Paulo em 26 de fevereiro de 1962, Domingos Montagner construiu uma carreira diversificada antes de se consolidar na televisão. Atuou como palhaço, ator de teatro e produtor.
Sua estreia de destaque na TV ocorreu em 2011, em Cordel Encantado, da Globo, onde interpretou o Capitão Herculano Araújo. O papel lhe rendeu reconhecimento e prêmios. No ano seguinte, protagonizou a série O Brado Retumbante, também da Globo, vivendo o presidente da República Paulo Ventura.
O ator ainda participou de outras produções da emissora, como Salve Jorge, Joia Rara e Sete Vidas. Antes de chegar à Globo, trabalhou em produções de outras emissoras, incluindo Paixões Proibidas, da Band, Vidas Cruzadas, da Record, e Tocaia Grande, da extinta Manchete.
No teatro, fundou em 1997 o grupo La Mínima, ao lado de Fernando Sampaio. Em 2003, criou o Circo Zanni, do qual também foi diretor artístico. Em 2008, recebeu o prêmio de melhor ator pelo espetáculo A Noite dos Palhaços Mudos.
No cinema, participou de filmes como Bingo: O Rei das Manhãs, Um Namorado para Minha Mulher, Gonzaga: de Pai para Filho e Segurança Nacional.
Em Velho Chico, seu último trabalho, Montagner vivia Santo dos Anjos, o protagonista da trama. A novela havia estreado em março de 2016 e teve seu último capítulo exibido em 30 de setembro daquele ano, apenas 15 dias após a morte do ator.