Uma ação conjunta entre as polícias civis dos estados de São Paulo e do Ceará investiga uma organização criminosa especializada em fraudes por meio de leilões virtuais fraudulentos. O esquema ilegal gerou uma movimentação financeira superior a R$ 2,6 milhões ao ofertar automóveis e mercadorias de valor elevado que não existiam. Durante a ofensiva realizada na quarta-feira (23), os agentes atuaram para cumprir sete ordens de prisão e 24 mandados de busca e apreensão.
Como funcionava a fraude digital
As apurações policiais revelaram a existência de ao menos 13 endereços eletrônicos fraudulentos estruturados para reproduzir a identidade visual de leiloeiros credenciados. Com visual bem elaborado, os portais publicavam ofertas com valores bastante reduzidos em relação às cotações reais do mercado.
Ao se interessarem pelas condições divulgadas, as vítimas eram induzidas a quitar os valores por meio de transferências via Pix. Os valores caíam diretamente em contas bancárias controladas pelo grupo, enquanto os bens arrematados jamais eram entregues. O prejuízo costumava ser notado após o desaparecimento das mercadorias ou no momento em que as páginas eram retiradas da rede.











