Agência com apuração local · publicado originalmente por Terra
CASO DE REPERCUSSÃO
Aluna suspensa por levar café à escola nos EUA motiva mudança em regras escolares
Após ser punida por levar café à sala de aula, uma estudante nos EUA iniciou um debate sobre normas escolares. O ato de 'desobediência civil' forçou o conselho a rever a proibição de bebidas.
Foto: Reprodução/Terra
Terra
Jornalista
Uma estudante do último ano do ensino médio em Beaver Falls, no estado de Nova York, nos Estados Unidos, foi punida com suspensão interna no primeiro dia de aula por entrar na sala carregando uma xícara de café. Julie Kaputa, descrita como uma aluna exemplar, descumpriu uma nova norma do distrito escolar que proibia a entrada de alimentos e bebidas trazidos de fora nas dependências das salas de aula.
De acordo com o relato da jovem à emissora WWNY, a professora apresentou três alternativas diante da infração: descartar a bebida, consumi-la naquele momento ou apresentar-se à diretoria. Kaputa não seguiu nenhuma das orientações e acabou punida por insubordinação. A estudante afirmou que o ato foi uma forma de protesto contra a maneira como a regra foi estabelecida.
"Entrei na sala com meu café. Cheguei à minha primeira aula e a professora disse: 'Ou você joga isso fora, ou toma na hora, ou vai até a diretoria'", declarou a aluna. Ela classificou a atitude como um gesto de "desobediência civil".
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A punição gerou repercussão entre familiares e moradores da região, que questionaram a falta de transparência e de audiências públicas adequadas para a implementação da medida. Durante uma reunião pública posterior ao incidente, o superintendente Todd Green admitiu que a divulgação sobre a audiência relacionada à nova política não foi feita de forma apropriada.
Diante das críticas da comunidade, o conselho escolar decidiu revisar a norma dias após o episódio. A proibição geral foi revogada e substituída por uma política descentralizada, na qual cada professor tem autonomia para decidir se permite ou não o consumo de alimentos e bebidas externos em sua própria sala de aula.
A presidente do conselho, Holly Aucter, afirmou que as opiniões dos moradores foram fundamentais para a mudança na diretriz. O caso encerrou um debate local sobre a participação pública nas decisões administrativas da instituição de ensino.