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Revista São Roque
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Agência com apuração local · publicado originalmente por UOL

Tragédia no jornalismo americano

Âncora de TV chora ao vivo ao confirmar morte de colegas em queda de helicóptero nos EUA

Colleen Williams, da NBC4, emocionou o público ao relatar a queda do NewsChopper4 em Los Angeles. O acidente vitimou dois jornalistas e um pedestre durante a cobertura de uma colisão de trânsito.

Âncora de TV chora ao vivo ao confirmar morte de colegas em queda de helicóptero nos EUA
Foto: Reprodução/UOL

UOL

Jornalista

A âncora Colleen Williams não conseguiu conter as lágrimas ao confirmar, ao vivo e ao lado do apresentador Jonathan Gonzalez, a morte de dois colegas da emissora americana NBC4: a repórter aérea Eliana Moreno e o piloto George Marciniw. Os dois estavam a bordo do helicóptero NewsChopper4, que caiu na noite de terça-feira (15) em Chatsworth, no norte de Los Angeles, nos Estados Unidos.

A aeronave, usada nas coberturas da NBC4 e da Telemundo 52, despencou pouco antes das 19h no horário local enquanto registrava imagens de um acidente envolvendo um ônibus. O helicóptero atingiu uma área entre dois prédios comerciais, matando também um homem que estava no solo.

Outras pessoas foram afetadas pelo impacto. Uma delas foi encaminhada a um hospital em estado de saúde não informado, e outra recebeu atendimento médico por apresentar aparente crise de pânico. O choque provocou ainda um incêndio que atingiu quatro veículos e dois contêineres.

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Durante a transmissão ao vivo, Colleen Williams explicou que a emissora havia perdido contato com a equipe antes de confirmar a tragédia. "Sabíamos que era um helicóptero de notícias e que havíamos perdido contato com nosso pessoal", disse a apresentadora. A transmissão foi interrompida brevemente para que os jornalistas pudessem assimilar o ocorrido. "Vamos levar alguns minutos para pensar sobre isso, processar e nos reorganizar", afirmou ela.

Solidariedade e pesar

Em nota conjunta, a NBC4 e a Telemundo 52 manifestaram luto pelas mortes e expressaram solidariedade às famílias, amigos e colegas das vítimas. A prefeita de Los Angeles, Karen Bass, também prestou homenagem tanto às vítimas do acidente de ônibus quanto às da queda do helicóptero.

Mulher é presa por acidente que precedeu a queda

O helicóptero cobria uma colisão grave quando caiu. Bailee Lynn Rios, de 36 anos, foi presa sob suspeita de homicídio após seu SUV atingir um ônibus em Los Angeles, acidente que antecedeu a queda da aeronave.

Segundo as autoridades, Bailee trafegava na contramão em uma avenida movimentada, avançou o sinal vermelho e colidiu com outro veículo antes de bater no ônibus. Pelo menos duas pessoas morreram e outras seis ficaram feridas na colisão. Um passageiro foi arremessado completamente para fora do ônibus, e outro foi parcialmente ejetado.

A suspeita está detida com fiança fixada em US$ 4 milhões, o equivalente a cerca de R$ 20,6 milhões. O caso será encaminhado à Promotoria, que decidirá sobre as acusações formais.

Vídeo da cobertura ao vivo é principal evidência

O Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos EUA (NTSB) aponta o vídeo gravado durante a transmissão ao vivo como a peça mais importante da investigação. As imagens mostram a câmera se afastando antes de alarmes soarem durante a descida da aeronave. Na gravação, a repórter Eliana Moreno pergunta: "Você não consegue subir?" Em seguida, a imagem escurece.

O investigador Fabian Salazar afirmou que o órgão quer obter uma cópia sem alterações da gravação para analisar os sons em laboratório. "O vídeo que foi feito enquanto a repórter fazia a cobertura ao vivo é provavelmente a evidência mais importante que descobrimos até agora", declarou.

O helicóptero, ao que tudo indica, não contava com gravador de dados de voo, o que aumenta a relevância do material audiovisual para reconstruir os momentos finais antes do acidente.

Próximos passos da investigação

O NTSB e a Administração Federal de Aviação (FAA) analisam os destroços e ouvem testemunhas. Os investigadores também pretendem:

  • Coletar imagens de câmeras próximas ao local;
  • Verificar os registros de manutenção da aeronave;
  • Avaliar as condições meteorológicas no momento do acidente;
  • Examinar o histórico de treinamento do piloto.

O NTSB prevê divulgar um relatório preliminar em aproximadamente 30 dias. O relatório final pode levar até 18 meses para ser concluído.

Com informações de UOL.

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