O laudo do legista não identificou fentanil, mas apontou, pela primeira vez na cidade, a presença de ciclorfina, um opioide sintético considerado mais potente e letal que o fentanil.
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Antes da morte do filho, Christina disse ao jornal The New York Times que tentou reanimá-lo com duas doses de Narcan, medicamento usado para reverter overdoses por opioides. A tentativa não funcionou.
No início, a mãe acreditava que o adolescente havia sofrido uma overdose de fentanil.
Especialistas ouvidos pelo jornal norte-americano afirmam que a ciclorfina pode ser cerca de 10 vezes mais potente que o fentanil; por isso, uma overdose pode exigir várias doses de Narcan para ser revertida.
O caso de Dante segue sendo a única menção à substância em um relatório do serviço funerário local.
Alerta das autoridades
Dezessete dias após a morte do adolescente, autoridades de saúde de São Francisco convocaram uma coletiva para alertar a população sobre a chegada do novo opioide.
Um dos principais problemas é que os testes rápidos usados nos EUA conseguem identificar fentanil, mas não detectam a ciclorfina. Com isso, comprimidos que contêm a substância podem ser vendidos ou consumidos sem que o usuário saiba do risco.
A preocupação aumentou diante da possibilidade de a ciclorfina estar presente em comprimidos vendidos ilegalmente e apresentados como outros medicamentos.