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Chuva e vento forte espantam público que protestava contra Moraes no DF
Temporal chegou com ventania e afastou apoiadores de Flávio Bolsonaro, em frente ao STF. Uma tenda de apoio a jornalistas acabou desabando
Foto: Reprodução/Metrópoles
Metrópoles
Jornalista
A chuva forte e a ventania que atingiram a região central de Brasília no início da tarde desta terça-feira (15/9) espantaram manifestantes que protestavam contra Alexandre de Moraes durante a sessão histórica no Supremo Tribunal Federal (STF) que julga o ministro por suposto envolvimento com o banqueiro condenado Daniel Vorcaro.
O temporal veio acompanhado de uma forte ventania, que acabou derrubando uma tenda que servia de apoio aos jornalistas que estavam no local cobrindo e transmitindo o julgamento. Ninguém se feriu.
Apenas um homem vestido com camisa da Seleção Brasileira continuou protestando e resistiu à chuva.
A primeira fase do julgamento na Suprema Corte precisou terminar mais cedo, por volta das 13h, por causa do horário eleitoral, e ficou marcada por acusações e bate-boca entre os ministros. Um dos principais protagonistas foram os ministros Gilmar Mendes e André Mendonça.
Aos gritos, Gilmar afirmou que Mendonça agiu de maneira “político-eleitoral” ao pedir à PF que identificasse mensagens no âmbito do Caso Master, que investiga fraudes no sistema financeiro: “Evidente condução político eleitoral”, disse Gilmar, que completou com o dedo em riste “Isso não se faz. Pessoas decentes não fazem isso”.
Mendonça completou: “Não aponte o dedo para mim, ministro Gilmar. Não está falando com qualquer um. Respeite este Tribunal”. Gilmar completou: “Quem não se dá respeito, não merece respeito”, e continuou a falar.
Em outro momento, foi a vez de Mendonça e Moraes. A discussão entre os dois começou após o ministro Luiz Fux dizer que existe uma Polícia Federal “paralela”.
“Quem tem medo da Polícia Federal?”, questionou Moraes em certo momento da sessão. Mendonça fez menção de responder e Moraes interrompeu. “Eu não estou perguntando à Vossa Excelência”.
“Quem chamou a PF e exigiu que colocasse um colega na colaboração premiada”, completou o ministro. “E vamos trazer aqui testemunhas que eu vou indicar, não só policiais, advogados, testemunhas. Eu tenho testemunhas de que o ministro André, em reunião, disse: ‘Peçam, incluam o ministro Alexandre’”, declarou Moraes, que foi interrompido por Mendonça.
André Mendonça começou a dizer que Moraes estava mentindo. “Pode chamar quem quiser, pode mentir.”