A defesa de Daniel Vorcaro pretende usar a declaração de impedimento do ministro do STF Nunes Marques na sessão sobre o colega Alexandre de Moraes, nesta terça-feira (15/9), para questionar a prisão do banqueiro.
A ideia dos advogados é usar o impedimento de Nunes Marques para questionar o voto do ministro na Segunda Turma do Supremo, em março de 2026, pela manutenção da prisão do dono do Banco Master.
Durante o julgamento, a Segunda Turma manteve, por unanimidade, a prisão de Vorcaro determinada pelo ministro André Mendonça. Um dos votos pela manutenção da prisão partiu justamente de Nunes Marques.
A leitura da defesa de Vorcaro é que o impedimento de Nunes Marques no julgamento de Moraes agora abre margem para questionar por que o ministro também não se declarou impedido na votação de março.
Na época da análise da Segunda Turma, apenas o ministro Dias Toffoli, também citado nas investigações do Caso Master, não participou da votação sobre a prisão de Moraes, após se declarar como suspeito.
Todos os outros quatro ministros da Segunda Turma votaram para manter a prisão do dono do Banco Master. Além de Mendonça e Nunes Marques, votaram pela manutenção da prisão os ministros Gilmar Mendes e Luiz Fux.









