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Conteúdo de agência · publicado originalmente por Revista Oeste

Política

Dino omite dados do Datafolha para defender Moraes

Na tentativa de defender Alexandre de Moraes, o ministro Flávio Dino citou um dado do instituto Datafolha. Pelo exemplo externado durante sessão plenária do Supremo Tribunal Federal (STF) desta…

Dino omite dados do Datafolha para defender Moraes
Foto: Reprodução/Revista Oeste

Anderson Scardoelli

Jornalista

alexandre de moraes

Na tentativa de defender Alexandre de Moraes, o ministro Flávio Dino citou um dado do instituto Datafolha. Pelo exemplo externado durante sessão plenária do Supremo Tribunal Federal (STF) desta terça-feira, 15, André Mendonça teria maior grau de rejeição.

Dino afirmou que, segundo o Datafolha, o "ministro A", em referência a Moraes, 34% da população brasileira defenderia o seu afastamento da Corte. Já sobre o "ministro B", Dino afirmou que 37% defenderiam o afastamento.

Os dados em questão constam no levantamento que o Datafolha divulgou no último sábado, 12.

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A afirmação de Dino tem a ver com, na visão dele, ministros do STF não terem de votar conforme o clamor público. Ele, entretanto, omitiu alguns dados da pesquisa. E os números mostram que os brasileiros são bem mais críticos a Moraes em comparação a Mendonça.

https://www.youtube.com/watch?v=xDa8C6t_p6Y

Os dados sobre Moraes omitidos por Dino

Os dados que Dino omitiu na sessão de hoje do STF indicam 28% dos brasileiros defendendo processo de impeachment contra Moraes. De acordo com o instituto, apenas 12% defendem o mesmo procedimento contra Mendonça.

Logo, a rejeição de Moraes, somando defesa de impeachment e afastamento, chega a 62%. A de Mendonça, no entanto, alcança 49%.

Nos bastidores do poder, Dino é tido como aliado de Moraes. O grupo ainda contaria com Cristiano Zanin e o decano do STF, Gilmar Mendes.

Na sessão desta terça-feira do STF, Dino, Zanin e Gilmar votaram para que o plenário da Corte analise de forma conjunta os casos referentes a Moraes e Mendonça.

A crise do STF

Sobre Mendonça, uma ala do Supremo defende a apuração se houve irregularidades na função dele como relator das ações do Banco Master.

Já sobre Moraes, a questão é se ele deve ou não ser investigado por sua relação com Daniel Vorcaro, ex-dono do Master. Relatório da Polícia Federal (PF) mostra que o ministro e o ex-banqueiro trocaram 52 mensagens, com direito ao empresário perguntar se deveria fugir do país.

Além disso, o material da PF revela o fato de que Moraes editou o contrato do Master com o escritório de sua mulher, a advogada Viviane Barci. O valor do negócio foi de R$ 131 milhões.

Inicialmente, a sessão desta terça-feira é para decidir se Moraes deve ou não ser investigado. Agora, no entanto, o plenário discute se esse caso deve ser juntado com a parte referente a Moraes.

Leia também: "A hora de Fachin", reportagem de capa da Edição 339 da Revista Oeste, por Cristyan Costa

E mais: "Lavação de toga suja", por Eugênio Esber

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