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Revista São Roque
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Agência com apuração local · publicado originalmente por CNN Brasil

Conflito no Oriente Médio

Houthis atacam Riad com mísseis e drones; fumaça é vista perto de aeroporto saudita

Grupo iemenita reivindica ataques contra alvos 'sensíveis' em Riad e instalação da Aramco em Yanbu, em retaliação a ofensivas sauditas contra Sanaa.

Houthis atacam Riad com mísseis e drones; fumaça é vista perto de aeroporto saudita
Foto: Reprodução/CNN Brasil

CNN Brasil

Jornalista

O grupo houthi, que controla regiões do Iêmen, reivindicou na tarde do sábado (19) ataques com mísseis e drones contra locais descritos por eles como "sensíveis" em Riad, capital da Arábia Saudita. Horas antes, moradores e jornalistas registraram uma grande coluna de fumaça preta nas proximidades do principal aeroporto da cidade.

Imagens da agência Reuters mostraram o volume de fumaça sobre a região, com a rodovia de acesso ao aeroporto, o terminal e outras instalações ao fundo. Em determinado momento, chamas foram flagradas atrás do que pareciam ser tanques de combustível.

Os houthis não detalharam quais alvos foram atingidos na capital saudita. O grupo afirmou também ter atacado uma instalação da Saudi Aramco em Yanbu, cidade portuária no Mar Vermelho e importante polo de exportação de petróleo da Arábia Saudita.

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Segundo os houthis, a operação foi uma resposta a um ataque contra Sanaa, capital do Iêmen.

O governo saudita não se pronunciou de imediato sobre a fumaça, os alertas noturnos ou os ataques reivindicados pelo grupo. A Defesa Civil saudita enviou alertas por telefone durante a madrugada sobre possível risco de ataques aéreos em Riad e em Al-Kharj, cidade localizada a leste da capital. Na manhã de sábado (19), as autoridades comunicaram que o perigo havia passado.

Um jornalista da Reuters na região de Olaya, em Riad, relatou ter ouvido explosões antes da emissão desse aviso.

Embora alertas semelhantes tenham sido emitidos em Riad ao longo deste ano, após o início do conflito entre Estados Unidos e Irã, os de sábado foram os primeiros desde que a escalada com os houthis teve início, em julho.

Desde que declararam um bloqueio naval contra a Arábia Saudita, em julho, os houthis — que controlam as áreas mais populosas do Iêmen e grande parte do norte do país — vêm realizando ataques contra embarcações sauditas no Mar Vermelho. As ofensivas também alcançaram cidades, infraestrutura de energia e navios, gerando novas ameaças ao fornecimento global de petróleo e colocando em risco uma das principais rotas alternativas para exportações do Golfo, enquanto o tráfego pelo Estreito de Ormuz permanece bloqueado.

Na sexta-feira (18), o porta-voz militar dos houthis, Yahya Saree, afirmou que o grupo havia impedido "tentativas criminosas" não especificadas em Sanaa. Ele responsabilizou a Arábia Saudita pelo ocorrido e prometeu uma resposta. O grupo, alinhado ao Irã, afirma que a Força Aérea saudita realizou centenas de ataques contra os houthis nos últimos dias. Os houthis assumiram o controle de toda a costa iemenita no Mar Vermelho em uma rápida ofensiva neste mês.

Os combates entre houthis e Arábia Saudita se desenvolveram como uma nova frente no conflito mais amplo deflagrado pelos ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, no fim de fevereiro.

Em entrevista à Al Jazeera exibida neste sábado (19), Mohsen Rezaei, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, disse que Teerã deseja o fim da guerra entre a Arábia Saudita e os houthis. Segundo ele, os iemenitas também querem um acordo com os sauditas.

Rezaei afirmou ainda que o Irã transmitiu a mediadores suas condições para retomar as negociações paralisadas com os Estados Unidos, entre elas "o fim da guerra em todas as frentes". Segundo ele, as consultas prosseguem com mediadores do Catar e do Paquistão, e Teerã aguarda uma resposta do presidente norte-americano, Donald Trump.

Em comunicado divulgado na sexta-feira (18), o Conselho de Segurança das Nações Unidas condenou "nos termos mais fortes" os ataques contínuos dos houthis contra a Arábia Saudita, incluindo ofensivas que atingiram infraestrutura civil e energética e deixaram civis feridos, entre eles mulheres e crianças. O órgão também condenou a "escalada militar dos houthis no Iêmen".

Com informações de CNN Brasil.

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