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Revista São Roque
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Agência com apuração local · publicado originalmente por Money Times

Mercado em Queda

Ibovespa recua com eleições, petróleo e juros do Fed; veja o que move o mercado hoje

Bolsa cai 0,42% pressionada por cenário eleitoral, recuo do petróleo e alta de juros nos EUA e no Japão. Dólar sobe a R$ 5,15.

Ibovespa recua com eleições, petróleo e juros do Fed; veja o que move o mercado hoje
Foto: Reprodução/Money Times

Money Times

Jornalista

O Ibovespa operava em queda na manhã desta sexta-feira (18), pressionado pelo recuo do petróleo e pela atenção do mercado ao cenário eleitoral brasileiro. Por volta de 10h10 (horário de Brasília), o índice recuava 0,42%, aos 185.216,16 pontos, acumulando baixa de 0,65% na semana.

O dólar à vista subia ante o real no mesmo horário, negociado a R$ 5,1503, alta de 0,21%, na máxima do dia. O DXY, índice que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, avançava 0,20%, aos 100.449 pontos.

Eleições no radar

Pesquisa do Instituto Datafolha divulgada na quinta-feira (17) mostrou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) seguem tecnicamente empatados tanto no primeiro quanto no segundo turno das eleições presidenciais. Numericamente, porém, Lula manteve vantagem sobre o senador nos dois cenários.

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Também na quinta-feira, a 17 dias do primeiro turno, o governo anunciou reajuste de 15% no Bolsa Família. O piso do benefício passou de R$ 600 para R$ 691 por família, e a média dos pagamentos deve subir de R$ 691 para R$ 777.

Segundo o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, o custo da medida é de R$ 5,8 bilhões em 2026 e R$ 22 bilhões em 2027. Moretti reconheceu que o reajuste não estava previsto no Projeto de Lei Orçamentária enviado pelo governo ao Congresso em agosto. Parte do mercado interpreta o anúncio como uma iniciativa eleitoreira, com potencial de influenciar as próximas pesquisas de intenção de voto.

Fed sobe juros e dólar renova máxima

Na quarta-feira (16), o Comitê Federal do Mercado Aberto (Fomc) do Federal Reserve elevou os juros americanos em 25 pontos-base pela primeira vez desde julho de 2023, levando a taxa para a faixa entre 3,75% e 4,00% ao ano.

Em coletiva de imprensa, o presidente do Fed, Kevin Warsh, adotou tom duro sobre a inflação. "A inflação está muito alta e já está assim há muito tempo", afirmou. "Os índices de inflação deste verão não me indicam que as tendências subjacentes tenham melhorado significativamente", acrescentou. O banco central americano sinalizou ainda pelo menos mais uma alta nos juros até dezembro.

Com o aumento das apostas em novos apertos monetários nos Estados Unidos — o mercado precificava 57,6% de chance de alta em outubro e 89,4% em dezembro —, o dólar renovou a máxima de sete semanas nesta manhã, com o DXY chegando a 100,564 pontos.

Petróleo em queda

Os preços do petróleo acumulavam o terceiro dia consecutivo de perdas, ameaçando perder o patamar de US$ 100 o barril. Investidores avaliavam os efeitos dos ataques na Arábia Saudita atribuídos aos houthis do Iêmen — apoiados pelo Irã — diante de relatos de que volumes adicionais de petróleo saudita poderiam chegar ao mercado e aliviar preocupações com a oferta.

Por volta de 10h (horário de Brasília), o contrato do Brent para novembro recuava 1,08%, a US$ 103,85 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres. O WTI para outubro, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), subia 0,49%, a US$ 102,40 o barril.

Banco do Japão eleva juros ao maior nível em 31 anos

O Banco do Japão (BoJ) elevou sua taxa de juros para 1,25%, o patamar mais alto em três décadas, e sinalizou abertura para novos aumentos. O presidente da instituição, Kazuo Ueda, defendeu a mudança de postura em coletiva de imprensa.

"É importante estabilizar a inflação subjacente em 2%. Nossa fase de política monetária mudou", disse Ueda. Ele alertou ainda que, "se os riscos de a inflação subjacente ultrapassar 2% se concretizarem, isso poderá ter um impacto negativo na economia do Japão".

Com informações de Money Times.

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