Agência com apuração local · publicado originalmente por Revista Oeste
Crise na Venezuela
María Corina Machado tenta voltar à Venezuela sete vezes e é bloqueada novamente
Líder oposicionista venezuelana acumula sete tentativas frustradas de retorno ao país por terra, ar e mar, enquanto cenário político muda com captura de Maduro.
Foto: Reprodução/Revista Oeste
Gabriel de Souza
Jornalista
A líder oposicionista venezuelana María Corina Machado enfrentou três tentativas frustradas de regressar à Venezuela na terça-feira, 22 de setembro. As informações foram divulgadas por seu assessor, Pedro Urruchurtu.
Atualmente na Cidade do Panamá, a política tenta retornar ao território venezuelano após ter saído em dezembro de 2025. Na ocasião, ela deixou a clandestinidade sob o regime de Nicolás Maduro para receber o Prêmio Nobel da Paz na Noruega.
O primeiro plano de regresso na terça-feira previa uma travessia marítima pelo Canal do Panamá rumo ao Caribe em um pequeno barco, mas falhas mecânicas inviabilizaram o trajeto. Em seguida, a equipe buscou alternativas pelo transporte aéreo.
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A primeira rota aérea planejada tinha como destino a ilha de Aruba, porém a decolagem acabou não sendo autorizada. Posteriormente, a tentativa de viajar até Curaçao também não se concretizou em razão de restrições impostas ao tráfego aéreo.
Histórico de tentativas
De acordo com o jornal espanhol ABC, María Corina já soma sete investidas de retorno ao país nos últimos meses, envolvendo caminhos terrestres, aéreos e marítimos.
Em 26 de junho, a opositora partiu dos Estados Unidos em uma aeronave particular em direção a Curaçao, mas ordens norte-americanas determinaram que o piloto retornasse ao aeroporto de origem. Dias depois, autoridades chavistas advertiram uma empresa aérea sobre os riscos de transportá-la, impedindo seu embarque em um voo direto para Caracas.
Outras alternativas por terra e mar chegaram a ser analisadas pelo grupo da líder política para viabilizar sua volta à América do Sul, sem que os detalhes operacionais fossem divulgados.
O cenário político venezuelano sofreu alterações em janeiro de 2026, quando uma operação militar promovida pela Casa Branca capturou Nicolás Maduro. Desde então, a gestão de Donald Trump conduz tratativas políticas e econômicas com a presidente interina, Delcy Rodríguez.