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Impactos da Tecnologia no Cérebro
Uso Excessivo de IA Pode Enfraquecer Conectividade Cerebral, Alerta Estudo do MIT
Pesquisa do MIT revela que delegar tarefas mentais à IA reduz o esforço intelectual e a força das redes neurais, podendo comprometer o pensamento crítico e a saúde mental a longo prazo.
Foto: Reprodução/UOL
UOL
Jornalista
Um estudo realizado pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), divulgado em junho de 2025, indica que a terceirização de tarefas mentais para a inteligência artificial (IA) altera a atividade cerebral. Por meio de eletroencefalografia, pesquisadores monitoraram a carga cognitiva de participantes durante a escrita de textos e constataram que usuários de ferramentas como ChatGPT e Claude apresentaram menor conectividade cerebral em comparação aos que utilizaram apenas o próprio raciocínio.
De acordo com o experimento, o grupo que utilizou exclusivamente a capacidade mental para desenvolver redações exibiu redes neurais mais fortes e distribuídas. Em contrapartida, os participantes expostos às sugestões automáticas da IA tenderam a reproduzir o estilo, a estrutura lógica e a forma de argumentação da máquina, o que resulta em maior rapidez, mas reduz o esforço intelectual.
Impactos no raciocínio e habilidades
Os pesquisadores alertam que o uso excessivo da tecnologia pode levar o cérebro a um "modo econômico". Ao transferir etapas como a síntese de informações e a organização de ideias para algoritmos, o indivíduo deixa de exercitar habilidades fundamentais. A longo prazo, essa prática pode enfraquecer a memória de trabalho, o pensamento crítico e a tolerância à complexidade.
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A investigação aponta que a relação com a IA assemelha-se à formação de um hábito mental. O uso automático ou distraído da ferramenta pode reforçar estados internos de ansiedade. No entanto, quando utilizada com intenção e propósito claro, a tecnologia tem o potencial de ampliar a capacidade humana de criação e reflexão.
Saúde mental e limites da tecnologia
A neurociência associa a falta de estímulo cognitivo e a dificuldade de atenção a maiores riscos de estresse e impulsividade. Especialistas reforçam que, assim como o corpo necessita de movimento, o cérebro precisa de desafios reais para se manter saudável. O esforço intelectual contínuo e o foco prolongado são pilares da saúde mental que podem ser prejudicados pela delegação cognitiva excessiva.
Quanto ao suporte emocional, o material destaca que a inteligência artificial não substitui o diagnóstico ou tratamento realizado por psicólogos e psiquiatras. Entre os limites apontados estão:
A ausência de experiência subjetiva da máquina;
A incapacidade de integrar passado, presente e futuro sob uma lógica clínica;
O risco de interpretações inadequadas de contextos e sinais importantes.
O estudo conclui que o desafio atual não é abdicar da tecnologia, mas preservar o espaço do esforço mental humano. O contato com redes de apoio formadas por familiares, amigos e profissionais deve permanecer como prioridade em situações de sofrimento emocional ou isolamento.