
Para 45% dos entrevistados pela pesquisa Indexa/Broadcast, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), toma decisões com base em critérios políticos. O levantamento foi divulgado nesta quarta-feira, 16.
Conteúdo de agência · publicado originalmente por Revista Oeste
Política
Para 45% dos entrevistados pela pesquisa Indexa/Broadcast, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal ( STF ), toma decisões com base em critérios políticos. O levantamento foi…


Para 45% dos entrevistados pela pesquisa Indexa/Broadcast, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), toma decisões com base em critérios políticos. O levantamento foi divulgado nesta quarta-feira, 16.
Quando indagados sobre o ministro André Mendonça, 28% dos entrevistados tiveram a mesma avaliação.
No caso de Moraes, 16% afirmaram que critérios técnicos e jurídicos são os principais fundamentos de suas decisões. Outros 24% avaliam que o ministro utiliza tanto critérios políticos quanto técnicos e jurídicos. Em relação a Mendonça, 33% apontaram critérios técnicos e jurídicos como predominantes, enquanto 17% disseram que o ministro utiliza os dois tipos de critério.
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Entre os entrevistados que apoiam o ex-presidente Jair Bolsonaro, 77% afirmaram que Moraes toma decisões principalmente com base em critérios políticos. Entre os que se identificam como de direita mas não apoiam Bolsonaro, o porcentual foi de 68%. Nos dois grupos, apenas 1% apontou fundamentos técnicos e jurídicos como principal critério utilizado pelo magistrado.
A avaliação muda quando o analisado é Mendonça. Entre os apoiadores do ex-presidente, 71% disseram que ele decide com base em critérios técnicos e jurídicos, enquanto 5% apontaram motivação política. Na direita não apoiadora de Bolsonaro, os índices foram de 59% e 5%, respectivamente.
Entre lulistas ou petistas, 63% avaliaram que Mendonça utiliza sobretudo critérios políticos. O mesmo número foi registrado entre entrevistados da esquerda não lulista. Apenas 4% e 5%, respectivamente, apontaram fundamentos técnicos e jurídicos.
O PT começou uma ofensiva nas redes sociais contra Mendonça depois de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pedir publicamente a quebra integral do sigilo da investigação sobre o caso Banco Master. De acordo com os petistas, o ministro teria feito vazamentos seletivos com o objetivo de beneficiar o candidato Flávio Bolsonaro.
No caso de Moraes, 23% de lulistas ou petistas disseram que predominam critérios políticos nas decisões do ministro. Entre os entrevistados da esquerda não lulista, o índice foi de 20%. Já os que apontaram critérios técnicos e jurídicos somaram 37% e 41%, respectivamente.
O recorte pelo voto no segundo turno da eleição presidencial de 2022 também mostra a divisão. Entre os eleitores de Jair Bolsonaro, 70% atribuíram critérios políticos às decisões de Moraes, ante 6% às de Mendonça. Entre os que votaram em Lula, os porcentuais foram de 22% e 58%, respectivamente.
A pesquisa ouviu 2 mil eleitores por telefone, entre 10 e 13 de setembro. A margem de erro é de 2,2 pontos porcentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O registro no Tribunal Superior Eleitoral é BR-03482/2026.
Em outra pergunta feita aos eleitores que acompanham o tema, 46% apontaram Moraes como o maior responsável pela crise no STF. Mendonça aparece em seguida, com 16%. Dias Toffoli foi citado por 6% dos entrevistados; Flávio Dino, por 4%; e o presidente do STF, Edson Fachin, por 3%.
A pesquisa também mostrou que 57% dos eleitores acompanharam com muita ou alguma atenção o noticiário sobre a crise no Supremo. Desse total, 35% disseram ter acompanhado as notícias com muita atenção e 22%, com alguma atenção. Outros 20% apenas ouviram falar do assunto, enquanto 19% não ouviram falar.

A crise no STF envolve os desdobramentos das investigações sobre o Banco Master e mensagens trocadas entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Moraes nega os contatos e classifica o relatório como uma “farsa”. Mendonça, por sua vez, defende a legalidade das medidas adotadas.
O conflito se agravou com acusações de vazamentos seletivos e divergências sobre validade das provas e procedimentos para investigar integrantes do STF. Na terça-feira 15, a sessão do Supremo que analisaria se Moraes será investigado sobre o caso foi suspensa depois de Dino pedir vista.
A abertura de um processo de impeachment contra ministros envolvidos na crise do STF tem o apoio de 77% dos eleitores, segundo a pesquisa. Desse total, 68% afirmaram ser totalmente favoráveis à medida e 9% disseram ser mais a favor do que contra. A oposição soma 19%: 15% são totalmente contrários e 4% são mais contra do que a favor.
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O levantamento também perguntou sobre a criação de mandatos com prazo determinado para os integrantes do STF. A proposta é apoiada por 66% dos entrevistados. São 58% os que se disseram totalmente favoráveis e 8% os que são mais a favor do que contra. Outros 22% se opõem à mudança: 19% são totalmente contrários e 3% são mais contra do que a favor.
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