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Petróleo
Petróleo sobe até 4,4% e ultrapassa US$ 108 após ataques à infraestrutura saudita
Brent sobe 2,9% e fecha a US$ 108,75; WTI avança 4,38%, a US$ 105,83. O post Petróleo sobe até 4,4% e ultrapassa US$ 108 após ataques à infraestrutura saudita apareceu primeiro em Times Brasil |…
Maria Figueiredo
Jornalista
Os preços do petróleo avançaram nesta terça-feira (15), em meio à avaliação dos investidores sobre os possíveis efeitos de ataques realizados pelos houthis, do Iêmen, contra a infraestrutura de petróleo da Arábia Saudita. Os ataques atingiram um importante oleoduto saudita durante a semana.
Na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), o Brent para novembro subiu 2,9%, ou US$ 3,07, encerrando o dia a US$ 108,75 por barril. Na Nymex, o WTI para outubro teve alta de 4,38%, equivalente a US$ 4,44, e fechou a US$ 105,83 por barril.
Ainda não está definido o alcance dos danos dos ataques sobre a infraestrutura energética saudita. Analistas do ANZ avaliam que o país deverá ampliar os embarques de petróleo pelo Estreito de Ormuz, embora o tráfego registrado na passagem permanecesse muito baixo.
As tensões também envolveram possíveis operações militares contra os houthis. Segundo a Axios, Israel e Arábia Saudita discutiram secretamente na semana anterior de que maneira o Exército israelense poderia apoiar ações militares sauditas contra o grupo. Um diplomata disse à Kan News que Israel já havia compartilhado informações com a Arábia Saudita por meio dos Estados Unidos.
No Estreito de Ormuz, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) afirmou ter atingido um drone militar americano. A informação foi divulgada pela agência iraniana Fars, segundo a qual a aeronave foi atingida por disparos do novo sistema avançado de defesa aeroespacial da IRGC.
Outro ponto de tensão envolve os estoques militares dos Estados Unidos. Um relatório do governo americano divulgado na segunda-feira registrou uma redução nos estoques de armamentos avançados das Forças Armadas e apresentou o primeiro panorama público dos danos provocados em aeronaves, bases e postos diplomáticos americanos no Oriente Médio. As informações do documento contradizem declarações feitas pelo presidente Donald Trump, que havia afirmado no mesmo dia que os Estados Unidos já tinham “grandes quantidades” de armamentos avançados armazenadas.
Para Rafael Pastorello, gestor de portfólio do Banco Sofisa, a trajetória do petróleo continuará sob monitoramento. Segundo ele, a valorização da commodity provocada pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio tende a favorecer mercados de países exportadores, como o Brasil, especialmente pelo possível impacto sobre o desempenho de empresas ligadas ao setor de energia.