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Conteúdo de agência · publicado originalmente por Metrópoles

Polícia resgata 37 aves raras avaliadas em R$ 30 mil no Riacho Fundo

Comerciante mantinha os pássaros em gaiolas superlotadas e sem alimentação; um filhote foi encontrado morto no local

Polícia resgata 37 aves raras avaliadas em R$ 30 mil no Riacho Fundo
Foto: Reprodução/Metrópoles

Metrópoles

Jornalista

A 29ª Delegacia da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou a Operação Um Estranho no Ninho, que desmantelou um cativeiro irregular de pássaros silvestres na manhã desta terça-feira (15/9). A ação ocorreu em uma residência na QS 4, Conjunto 1, do Riacho Fundo I e resultou na prisão em flagrante de Ribamar Brandão Silva, 65 anos. Segundo o delegado responsável pelo caso, as aves apreendidas foram avaliadas em cerca de R$ 30 mil.

Veja o vídeo do cativeiro:

A operação foi feita a partir de uma denúncia sobre a criação clandestina de espécies raras na região. Ao chegarem ao endereço, entre 7h e 8h, os agentes da Polícia Civil encontraram um cenário de maus-tratos. O local funcionava como uma espécie de “loja paralela”, que continha 28 gaiolas superlotadas e insalubres. No cativeiro, as aves sofriam com as altas temperaturas e a falta de alimentação adequada.

Aves silvestres raras

Ao todo, 37 aves silvestres protegidas por lei foram recolhidas, incluindo:

  • 11 coleiros;
  • 11 canários-da-terra;
  • 9 papa-capins;
  • 5 pintassilgos; e
  • um azulão.

O cenário era agravado por dois alçapões que estavam armados no local, funcionando como armadilhas prontas para capturar outros pássaros que sobrevoassem a área.

No local, foi localizado um filhote de papa-capim morto dentro de uma das gaiolas. De acordo com a investigação, o dono da casa saía às 7h e só retornava às 20h, o que comprometia severamente a alimentação e a hidratação dos animais.

O caçador de passarinho

O homem foi autuado e indiciado por crimes ambientais previstos na Lei nº 9.605/1998: guarda de espécimes da fauna silvestre sem autorização e maus-tratos com resultado de morte. Todas as aves vivas foram recolhidas e encaminhadas ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), órgão que ficará responsável pelo acolhimento, pela reabilitação e pela possível soltura dos animais. O corpo do filhote morto também foi encaminhado ao Cetas para a realização de exame pericial.

As apurações revelaram que Ribamar é proprietário de uma famosa loja de produtos pet e agropecuários na mesma região. Em diligência ao estabelecimento, os policiais encontraram mais uma gaiola com uma ave silvestre. Para a polícia, a atividade comercial do suspeito evidencia que ele tinha plena ciência de que manter aves nativas de forma clandestina é uma prática ilícita.

A 29ª DP reforça que o tráfico e o cativeiro de animais silvestres causam danos irreparáveis aos ecossistemas e que a população pode realizar denúncias anônimas por meio do telefone 197. As informações oficiais e os detalhes operacionais foram registrados no documento

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