Produção Agrícola Municipal de 2025 mostra área plantada 42% maior e soja quadruplicada; a uva ficou em 720 toneladas pelo segundo ano seguido
São Roque colheu 600 toneladas de trigo em 2025, o maior volume já registrado pelo IBGE no município desde o início da série da Produção Agrícola Municipal (PAM), em 1974. O dado faz parte do levantamento divulgado em 17 de setembro de 2026 e mostra uma lavoura de grãos que cresce enquanto a uva, símbolo da cidade, segue parada.
Antes de 2025, o trigo só havia aparecido nas estatísticas da cidade em 2019 e 2020, com 260 toneladas em cada ano — menos da metade do volume atual. Em 2025, a cultura ocupou 200 hectares e gerou R$ 660 mil em valor de produção, segundo a tabela 1612 do SIDRA. A soja também reagiu: passou de 120 toneladas em 2024 para 480 toneladas, um salto de quatro vezes, ainda assim bem longe das 1.800 toneladas que o município registrava até 2022.
O milho continua sendo o principal grão da cidade, com 3.780 toneladas e R$ 4,239 milhões em valor de produção, o mesmo volume de 2024. Somados, os grãos e as demais lavouras temporárias empurraram a área plantada de São Roque de 830 para 1.180 hectares em um ano, alta de 42,2%, e o valor dessas lavouras de R$ 5,241 milhões para R$ 6,734 milhões, avanço de 28,5%.
A uva ficou no mesmo lugar
Na chamada Terra do Vinho, a uva foi estimada em 720 toneladas pelo segundo ano consecutivo, em 40 hectares, conforme a tabela 1613 (lavouras permanentes). É 11% menos do que as 809 toneladas registradas em 2022. O valor da produção subiu de R$ 3,960 milhões para R$ 4,104 milhões (3,6%), efeito de preço, não de volume — e já é menor do que o valor do milho colhido na cidade.
Na comparação estadual, São Roque aparece como o 25º maior produtor de uva de São Paulo, entre os 113 municípios com produção registrada em 2025. A liderança é de São Miguel Arcanjo (32.500 toneladas), seguida por Jundiaí (27.000) e Pilar do Sul (10.800), todas na tabela 1613 do IBGE.
Como ler esses números
A PAM é uma estimativa municipal: o IBGE trabalha com informantes locais e comissões técnicas, e não com um censo de propriedades. Por isso, séries de municípios pequenos costumam repetir o mesmo valor por vários anos — foi o que aconteceu com a uva, a mandioca e o feijão de São Roque — e a variação de um ano para o outro deve ser lida como tendência, não como medição exata. Em 2025 o IBGE também ampliou a pesquisa de 37 para 50 produtos, incluindo 11 hortaliças e frutas nas lavouras temporárias; nenhum desses novos produtos foi registrado em São Roque, o que mantém a comparação com 2024 válida para os grãos e para a uva.
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