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Agricultura

Ibiúna aparece como 2º maior produtor de alface do Brasil na primeira medição do IBGE

Com 11 novos produtos na Produção Agrícola Municipal, o município registra 57,5 mil toneladas de alface e 105 mil de repolho; a vizinha Piedade lidera os dois rankings nacionais

Ibiúna aparece como 2º maior produtor de alface do Brasil na primeira medição do IBGE
Ibiúna aparece como 2º maior produtor de alface do Brasil na primeira medição do IBGE

A primeira vez que o IBGE mediu a produção de alface no país colocou Ibiúna como o 2º maior produtor do Brasil, com 57.500 toneladas em 2025. O primeiro lugar ficou com a vizinha Piedade, também na região de Sorocaba, com 375.000 toneladas. Os números estão na tabela 1612 do SIDRA, da Produção Agrícola Municipal divulgada em 17 de setembro de 2026.

No repolho, Ibiúna aparece em 3º lugar nacional, com 105.000 toneladas, atrás de Piedade (283.500) e de Santa Maria de Jetibá, no Espírito Santo (135.000). O município também é o 10º maior produtor de cenoura do país, com 17.500 toneladas. Somadas, Piedade e Ibiúna respondem por 432.500 das 1.039.601 toneladas de alface registradas no Brasil pela pesquisa — 41,6% do total.

Por que esses números aparecem só agora

Nenhuma dessas culturas era medida pelo IBGE até o ano passado. Segundo o informativo da PAM 2025, a pesquisa passou de 37 para 50 produtos: entraram 11 novas lavouras temporárias — abóbora, pimentão, alface, milho-verde, morango, chuchu, repolho, inhame, gergelim, canola e cenoura — e três permanentes (acerola, cupuaçu e graviola), enquanto oito séries antigas foram encerradas.

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O efeito nas contas municipais é grande. O valor da produção das lavouras temporárias de Ibiúna saltou de R$ 50,2 milhões em 2024 para R$ 265,2 milhões em 2025, e o de Piedade, de R$ 20,7 milhões para R$ 920,3 milhões. Não se trata de crescimento real da agricultura: só a alface responde por R$ 94,9 milhões do total de Ibiúna e o repolho por R$ 84 milhões, e nenhum dos dois existia na pesquisa em 2024. A comparação direta entre os dois anos, nesses casos, não é válida.

O que caiu de verdade

Nas culturas que já eram acompanhadas, o movimento em Ibiúna foi de queda. A batata-inglesa, que rendeu 4.838 toneladas em 2023, ficou em 800 toneladas em 2024 e em 200 toneladas em 2025. O milho em grão recuou de 6.760 para 5.070 toneladas, e o feijão ficou praticamente estável, em 752 toneladas. A cebola repetiu 10.500 toneladas pelo terceiro ano seguido. O tomate, também já pesquisado antes, somou 4.250 toneladas.

Vale a mesma ressalva metodológica de sempre: a PAM é uma estimativa municipal construída com informantes locais e comissões técnicas, não um censo de propriedades — e 2025 é o primeiro ano da série para as hortaliças, o que recomenda cautela com os valores absolutos até que haja um segundo ano de comparação. Em São Roque, nenhum dos 11 novos produtos foi registrado.

Fontes

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