Conteúdo de agência · publicado originalmente por Times Brasil
Empresas & Negócios
Starbucks investe US$ 1 bilhão para transformar cafeterias em espaços de convivência
A Starbucks prepara uma grande mudança na experiência dentro de suas lojas nos Estados Unidos. A empresa pretende investir cerca de US$ 1 bilhão (R$ 5 bilhões aproximadamente) na reforma de até 9…
Yasmim Jacovozzi
Jornalista
A Starbucks prepara uma grande mudança na experiência dentro de suas lojas nos Estados Unidos. A empresa pretende investir cerca de US$ 1 bilhão (R$ 5 bilhões aproximadamente) na reforma de até 9 mil unidades, com o objetivo de incentivar os clientes a permanecerem mais tempo nos estabelecimentos.
O projeto prevê ambientes mais confortáveis, com poltronas, tapetes, estantes de livros, iluminação mais aconchegante e novos espaços para trabalho, reuniões e encontros. A ideia é transformar parte das cafeterias em locais de convivência, retomando o conceito de “terceiro lugar” , um ambiente entre a casa e o trabalho.
A estratégia representa uma mudança na direção adotada pela rede nos últimos anos. Com a expansão dos pedidos por aplicativo e das compras para viagem, muitas lojas passaram a funcionar principalmente como pontos de retirada. Atualmente, os pedidos feitos pelo celular já correspondem a aproximadamente um terço das transações da Starbucks nos EUA, mais que o dobro do registrado em 2019.
Agora, a companhia quer recuperar a experiência presencial. A aposta é que consumidores que passam mais tempo nas lojas tenham maior probabilidade de fazer novos pedidos, consumir alimentos e retornar com mais frequência.
O plano foi colocado no centro da estratégia do CEO Brian Niccol para recuperar o desempenho da empresa. Cerca de 1.500 lojas devem receber melhorias até o fim de setembro, enquanto o projeto de longo prazo prevê reformas em até 9 mil unidades próprias na América do Norte. Cada reforma custa, em média, US$ 150 mil (R$ 773 mil), fazendo com que o investimento total possa ultrapassar US$ 1 bilhão.
Em Chicago, a empresa já observa sinais positivos da mudança, com clientes utilizando as cafeterias por períodos mais longos para trabalhar, realizar reuniões e encontrar amigos. A Starbucks aposta que esse retorno ao ambiente físico pode ajudar a fortalecer o relacionamento com os consumidores e aumentar o movimento nas lojas.