Agência com apuração local · publicado originalmente por Portal Drauzio Varella
Avanço na Saúde Pública
SUS Adota Novo Teste Rápido para Diagnóstico Precoce do Câncer de Intestino
O SUS disponibiliza o teste FIT para rastrear o câncer de intestino em pessoas de 50 a 75 anos. Simples e não invasivo, o exame agiliza o diagnóstico precoce na rede pública.
Foto: Reprodução/Portal Drauzio Varella
Portal Drauzio Varella
Jornalista
O Sistema Único de Saúde (SUS) passou a disponibilizar o teste imunoquímico fecal (FIT) para auxiliar no rastreamento e na detecção precoce do câncer de intestino na população brasileira. A medida busca ampliar o diagnóstico inicial da doença, que costuma ser identificada em estágios avançados na maioria dos pacientes operados.
No Brasil, o carcinoma de cólon e reto registra aproximadamente 53 mil novos casos por ano, figurando como o segundo tipo de tumor mais frequente e o terceiro em número de óbitos no país. Segundo dados do The Lancet Regional Health Americas, a estimativa é que a mortalidade pela doença no período de 2026 a 2030 triplique em relação ao intervalo de 2001 a 2005.
Embora a enfermidade tradicionalmente afete pessoas a partir dos 50 ou 60 anos, cerca de 20% dos diagnósticos recentes concentram-se na faixa etária de 40 anos ou menos. Os sintomas iniciais, como sangue nas fezes, cólicas, perda de peso, anemia, dores abdominais e alternância entre diarreia e prisão de ventre, costumam ser discretos ou associados a outras condições de saúde.
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Como funciona a triagem pelo SUS
O teste FIT é voltado exclusivamente para homens e mulheres com idades entre 50 e 75 anos, com periodicidade recomendada a cada dois anos. O procedimento substitui o modelo antigo de pesquisa de sangue oculto, dispensando preparos ou restrições alimentares e necessitando de apenas uma amostra fecal.
O cidadão retira o dispositivo de coleta na Unidade Básica de Saúde, realiza a retirada da amostra em sua residência e devolve o frasco ao posto para análise laboratorial. O laudo tem a entrega prevista para poucos dias após a entrega do material.
De acordo com o Ministério da Saúde, o método apresenta sensibilidade de 85% a 92% para identificar lesões malignas que provocam sangramento. O exame atua como uma triagem: os casos que apontarem resultado positivo são direcionados para a realização de colonoscopia diagnóstica e preventiva, enquanto resultados negativos evitam procedimentos invasivos desnecessários.
Pessoas com manifestações clínicas ativas, histórico familiar de câncer colorretal ou diagnósticos de doenças inflamatórias intestinais, como retocolite ulcerativa e doença de Crohn, devem manter acompanhamento médico individualizado com colonoscopias periódicas.
Fatores de prevenção
Entre as recomendações para reduzir as chances de desenvolvimento do tumor colorretal estão:
Evitar a obesidade e o sedentarismo;
Não consumir carnes processadas e evitar o excesso de carne vermelha;
Não manter dietas com baixo consumo de fibras;
Evitar o consumo de bebidas alcoólicas e o tabagismo.