Agência com apuração local · publicado originalmente por CBN
Crise Internacional e Defesa
China apoia Irã em conflito e relatório aponta crise de munição nos Estados Unidos
Em encontro em Pequim, China reforça apoio a Teerã. Paralelamente, dados do Pentágono revelam escassez crítica de munições e perdas de caças americanos em meio às hostilidades.
Foto: Reprodução/CBN
CBN
Jornalista
Os ministros das Relações Exteriores da China e do Irã se reuniram em Pequim nesta quarta-feira (16) para tratar da cooperação entre as nações e do atual conflito envolvendo os Estados Unidos. Durante o encontro, o governo chinês manifestou apoio à preservação dos direitos iranianos, enquanto o representante de Teerã defendeu uma saída diplomática para a crise.
O chanceler chinês, Wang Yi, afirmou que a "China está disposta a fortalecer o diálogo e a cooperação com o Irã e a salvaguardar os direitos e interesses legítimos do país". O diplomata também recomendou que iranianos e americanos mantenham a racionalidade e a moderação diante do cenário de guerra.
Pelo lado iraniano, o ministro Abbas Araghchi declarou que o país "não tem interesse em continuar o conflito com os Estados Unidos e espera um retorno a uma solução diplomática". Araghchi ressaltou que o memorando de entendimento assinado entre as partes em 17 de junho permanece em vigor e que o governo busca uma solução pacífica.
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Impasse nuclear
Também nesta quarta-feira, o Irã confirmou a rejeição ao pedido de acesso da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) às instalações nucleares danificadas em ataques conjuntos de Estados Unidos e Israel. O porta-voz da Organização de Energia Atômica do Irã, Behrouz Kamalvandi, afirmou que a proteção dessas informações é prioritária para evitar novas agressões.
Kamalvandi criticou o diretor-geral da agência da ONU, Rafael Grossi, alegando falta de confiança em sua gestão. Segundo o porta-voz, Grossi "se envolve em manobras políticas em vez de conduta profissional, e suas declarações são de natureza política".
Escassez de munição nos EUA
Nos Estados Unidos, um relatório do Departamento de Defesa revelou que o país enfrenta falta de munições devido ao conflito com o Irã. A informação contradiz declarações do presidente Donald Trump, que afirmou recentemente que os estoques eram "virtualmente ilimitados".
De acordo com o inspetor-geral do Departamento, a operação militar contra o Irã teve um custo estimado de US$ 33,4 bilhões entre 28 de fevereiro e 30 de junho. Desse total, US$ 22,3 bilhões foram gastos exclusivamente com munições. O relatório aponta que o consumo elevado gerou gargalos na indústria de suprimentos.
O levantamento também listou perdas materiais das forças americanas, incluindo:
Quatro caças F-15 destruídos;
Um caça F-35 danificado;
Sete aviões-tanque KC-135 danificados;
Até 30 drones MQ-9 Reaper destruídos.
Negociações descartadas
Apesar de Donald Trump ter se mostrado aberto a negociações, o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Mohsen Rezaei, descartou qualquer diálogo no momento. Em mensagem publicada em rede social, Rezaei afirmou que não haverá conversas "até que as condições do Irã sejam atendidas".