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Revista São Roque
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Agência com apuração local · publicado originalmente por BBC

Defesa e Tecnologia Espacial

EUA lançam arma em órbita: Conheça a nova tecnologia de defesa e guerra eletrônica no espaço

O governo dos EUA confirmou o envio de um armamento orbital para proteger satélites e comunicações. Especialistas indicam que a tecnologia foca em interferência de rádio contra rivais globais.

EUA lançam arma em órbita: Conheça a nova tecnologia de defesa e guerra eletrônica no espaço
Foto: Reprodução/BBC

BBC

Jornalista

O governo dos Estados Unidos anunciou o lançamento de um armamento em órbita terrestre, sob a justificativa de proteger as forças americanas contra ações de adversários. O anúncio, feito pelo secretário da Força Aérea, Troy Meink, não detalhou as capacidades técnicas do equipamento nem a data exata em que ele foi enviado ao espaço.

Especialistas em segurança e defesa analisam que a tecnologia pode estar relacionada à guerra eletrônica. Segundo Bleddyn Bowen, professor da Universidade de Durham, a arma possivelmente é uma plataforma de interferência de rádio, capaz de interromper comunicações sem destruir fisicamente os satélites. "Se você retirar os links de rádio, seu satélite é basicamente inútil", explicou Bowen à BBC.

A presença militar no espaço não é recente e remonta à década de 1960, quando a União Soviética desenvolveu o programa Istrebitel Sputnikov, focado em satélites que lançavam projéteis. Atualmente, as potências utilizam equipamentos espaciais para reconhecimento, comunicações seguras, detecção de mísseis e precisão em ataques dirigidos.

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Além dos Estados Unidos, Rússia e China também avançam em tecnologias semelhantes. Juliana Suess, do Instituto Alemão de Questões de Segurança e Internacionais, aponta que os russos já realizaram testes indicativos de armas co-orbitais. Já a China demonstrou capacidade de "reboque espacial", técnica que permite deslocar satélites de suas rotas originais.

Riscos e detritos espaciais

O uso de armas cinéticas, que destroem alvos por impacto físico, gera preocupação devido à criação de lixo espacial. Mark Hilborne, especialista do King's College, recorda que um teste chinês realizado em 2007 deixou fragmentos que permanecem em órbita até hoje. De acordo com Suess, mesmo pedaços minúsculos de plástico podem causar danos graves devido à alta velocidade em órbita.

Analistas interpretam o movimento americano como um sinal político em resposta à modernização militar da China, que aumentou sua quantidade de satélites nos últimos anos. Rod Thornton, professor do King's College, observa que a Rússia poderia ter uma vantagem estratégica em um eventual conflito espacial por possuir menos satélites que seus rivais, compensando a deficiência com mísseis lançados da Terra e capacidades antissatélites.

Embora existam preocupações sobre conflitos no espaço, especialistas como Bowen acreditam que um confronto direto nesse domínio só ocorreria se houvesse uma guerra paralela em terra. No momento, o cenário é marcado por operações de proximidade e manobras que buscam desorientar ou perturbar o funcionamento de equipamentos de nações rivais.

Com informações de BBC.

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