Agência com apuração local · publicado originalmente por Times Brasil
Eleições SP 2026
Tarcísio nega vínculo com Milton Leite e Haddad pressiona STF no caso Master
Governador afirma que relação com preso na Operação Vectura Corrupta era institucional; petista cobra transparência de ministros do STF citados em investigações.
Foto: Reprodução/Times Brasil
Amanda Souza
Jornalista
O governador de São Paulo e pré-candidato ao governo estadual Tarcísio de Freitas (Republicanos) voltou a se pronunciar nesta sexta-feira (18) sobre sua relação com Milton Leite (União Brasil), preso temporariamente no âmbito da Operação Vectura Corrupta, que investiga suspeitas de infiltração do PCC no transporte coletivo da capital paulista. Já o ex-prefeito Fernando Haddad (PT) exigiu que ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) mencionados em apurações ligadas ao caso Banco Master colaborem com as investigações.
Tarcísio fala sobre Milton Leite
Questionado mais uma vez sobre o ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo, Tarcísio afirmou que o contato com Milton Leite tinha caráter exclusivamente institucional. Segundo o governador, as conversas entre os dois giravam em torno de temas como saneamento, infraestrutura e projetos voltados à zona sul da capital.
Tarcísio também esclareceu que Leite não ocupou nenhum cargo em sua gestão e reforçou que não recorre a partidos para definir nomeações.
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"Eu não faço consulta a partido para colocar pessoas em determinadas posições", declarou o governador.
Tarcísio defendeu ainda que investigações devem atingir aliados e adversários de forma igualitária, e que todos os citados em apurações têm o direito ao contraditório e à ampla defesa.
Na agenda do dia, o governador visitou o Centro TEA Paulista e participou de um encontro com mães atípicas. À noite, encerrou os compromissos em um ato político realizado em Cotia.
Haddad pressiona por transparência no caso Master
Haddad iniciou o dia com uma sabatina ao jornal Estadão, na qual retomou o tema das investigações envolvendo o STF e o Banco Master. O candidato defendeu que os ministros da Corte mencionados em apurações devem facilitar o trabalho dos investigadores.
"Se você não deve em nada, você tem que torcer para o investigador chegar à verdade", afirmou Haddad.
O petista evitou citar nomes de ministros que deveriam ser investigados, mas sustentou que referências a integrantes do Supremo em mensagens, contratos ou outros documentos precisam ser analisadas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público. Haddad também reiterou a defesa pela retirada dos sigilos das investigações do caso Master antes das eleições.
Durante a mesma entrevista, o candidato apresentou propostas para São Paulo, entre elas:
Criação de uma agência estadual antifacção integrada a órgãos federais;
Retomada do uso contínuo de câmeras corporais por policiais;
Revisão de contratos de concessão e incentivos fiscais;
Impedimento da operação de bets no estado, com ressalva de que a viabilidade jurídica da medida precisaria ser avaliada.
À tarde, Haddad gravou entrevista ao UOL. No fim do dia, participou de comício ao lado do presidente Lula em Guarulhos, ocasião em que atacou a gestão do adversário e afirmou que Tarcísio pretendia deixar São Paulo para disputar a Presidência da República.
Vera Lúcia faz campanha em Bauru
A candidata Vera Lúcia (PSTU) dedicou o dia a atividades em Bauru. Pela manhã, fez panfletagem na Unesp e concedeu entrevistas a veículos de comunicação locais. À tarde, realizou uma segunda ação de rua. À noite, reuniu-se com apoiadores, simpatizantes e militantes na cidade.