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Revista São Roque
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Agência com apuração local · publicado originalmente por portalporque.com.br

Justiça e Educação

Caso de racismo na UFSCar Sorocaba avança na Justiça enquanto vítimas enfrentam traumas

A Justiça realizou, na segunda-feira (21), a audiência de instrução da ação penal sobre pichações racistas encontradas em agosto de 2024 na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), campus de…

Caso de racismo na UFSCar Sorocaba avança na Justiça enquanto vítimas enfrentam traumas
Foto: Reprodução/portalporque.com.br

portalporque.com.br

Jornalista

A Justiça realizou, na segunda-feira (21), a audiência de instrução da ação penal sobre pichações racistas encontradas em agosto de 2024 na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), campus de Sorocaba. O processo foi aberto após denúncia do Ministério Público de São Paulo (MPSP), que pede a condenação da acusada e o pagamento de R$ 2 mil por danos morais a cada uma das duas estudantes ofendidas.

As frases com ofensas racistas foram escritas nos dias 29 e 30 de agosto de 2024 em portas de banheiros femininos e na área de vivência da instituição. A investigação policial contou com um laudo grafotécnico que confirmou a autoria das mensagens. Com isso, o promotor Gustavo dos Reis Gazzola protocolou a denúncia em 28 de abril.

A ré foi denunciada por injúria racial por duas vezes e pelo crime previsto no artigo 20, caput, da Lei nº 7.716/89. Segundo a advogada das vítimas, Helena Ferraz, a audiência de instrução serviu para ouvir as estudantes, testemunhas e a perita responsável pelo laudo, além de informar que uma ação de indenização cível também será movida.

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Duas estudantes dos cursos de Turismo e Geografia relataram impactos emocionais e acadêmicos decorrentes do episódio. Uma delas afirmou ter desenvolvido ansiedade generalizada e relatou dificuldades para frequentar as aulas presenciais e concluir a graduação. As jovens também apontaram falta de assistência da universidade e demora no fornecimento de gravações de câmeras de segurança, obtidas somente após ordem judicial.

No último dia 15, houve uma manifestação na UFSCar, com apoio do Movimento Antirracista de Sorocaba, como forma de dar visibilidade a primeira audiência do caso.

Em nota, a UFSCar declarou que atuou com suas capacidades institucionais para acolher as estudantes e apurar responsabilidades. A universidade informou que mobilizou setores administrativos, de ações afirmativas, saúde mental e apoio comunitário, e que realizou uma apuração preliminar que resultou inconclusiva.

Com informações de portalporque.com.br.

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