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Revista São Roque
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Agência com apuração local · publicado originalmente por InfoMoney

Aviação e Mercado

GPS falha no Embraer E2 e afeta 8 mil passageiros da Azul; veja impacto nas ações

Instabilidade global no GPS do E195-E2 forçou a Azul a remanejar voos e impactou 8 mil passageiros. Entenda os efeitos nas ações de AZUL3 e EMBR3.

GPS falha no Embraer E2 e afeta 8 mil passageiros da Azul; veja impacto nas ações
Foto: Reprodução/InfoMoney

InfoMoney

Jornalista

Uma instabilidade global no sistema de GPS afetou aeronaves do modelo E195-E2 operadas pela Azul, obrigando a companhia a remanejar voos, alterar horários e suspender temporariamente algumas decolagens. Cerca de 8 mil passageiros foram impactados pelos ajustes.

A Embraer, fabricante das aeronaves, informou que acompanha a situação junto às operadoras e ao fabricante do equipamento. A empresa destacou que as aeronaves contam com sistemas e procedimentos de navegação capazes de operar nessas condições e que não houve comprometimento da segurança dos voos.

As indicações iniciais apontam que a origem do problema está em um componente fornecido por terceiro. A Honeywell, fabricante original do sistema de GPS utilizado nos E2, teria disponibilizado uma solução temporária para permitir que algumas companhias mantivessem a operação enquanto uma correção permanente é desenvolvida.

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A Azul informou que está adotando medidas operacionais que podem resultar em ajustes na malha e nos horários de alguns voos.

No mercado financeiro, as ações da Azul (AZUL3) operavam em queda de 1,58%, a R$ 16,80, às 12h20 desta quarta-feira (23), movimento influenciado também pela alta do dólar na sessão. As ações da Embraer (EMBJ3) registravam leve alta de 0,20%, negociadas a R$ 98,60.

Para o Bradesco BBI, o episódio é negativo no curto prazo para a Azul. Segundo os analistas do banco, os remanejamentos podem reduzir o tráfego de setembro, elevar despesas com assistência aos passageiros e gerar custos operacionais adicionais.

"O impacto financeiro dependerá da duração da instabilidade, da quantidade de voos afetados e da velocidade de implementação da solução técnica. Para a Embraer, ainda não está claro se haverá efeito financeiro relevante", afirmaram os analistas do BBI.

O banco mantém recomendação de compra para as ações da Embraer e recomendação neutra para as da Azul.

Bruno Guimarães, planejador financeiro certificado CFP pela Planejar, avalia que o mercado precisa distinguir dois pontos antes de dimensionar os efeitos do episódio: se a falha decorre de uma instabilidade externa ao sistema da aeronave ou de algum problema específico na integração do equipamento, e por quanto tempo a situação pode se estender.

Na avaliação do especialista, um evento operacional pontual tende a gerar impactos limitados e temporários. O que poderia alterar de forma mais significativa a percepção dos investidores seria a recorrência do problema, custos mais elevados ou a abertura de algum processo regulatório.

Guimarães observa que, para a Azul, o efeito imediato é operacional, com cancelamentos, reacomodação de passageiros e cumprimento das obrigações regulatórias previstas pela Anac. Para a Embraer, o debate envolve a percepção sobre o produto e uma eventual responsabilização técnica, questão que depende da conclusão das investigações sobre a origem da falha.

Com informações de InfoMoney.

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