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Bolsa de Valores
Ibovespa sobe 0,54% puxado por Petrobras e plenário histórico no STF
Petróleo em alta favorece ações da estatal, mas amplia preocupações com a inflação. O post Ibovespa sobe 0,54% puxado por Petrobras e plenário histórico no STF apareceu primeiro em Times Brasil |…
Maria Figueiredo
Jornalista
O Ibovespa fechou a sessão desta terça-feira (15), em alta de 0,54%, aos 186.502,64 pontos, em movimento contrário ao observado nas bolsas norte-americanas. O avanço foi influenciado principalmente pela disparada dos preços do petróleo no exterior e pela valorização das ações da Petrobras.
A alta do petróleo, ao mesmo tempo em que favoreceu a Petrobras, trouxe preocupações sobre possíveis efeitos da commodity na inflação global, especialmente em um momento de elevação dos juros nos países desenvolvidos. A valorização da estatal, porém, teve peso suficiente para sustentar o resultado positivo do índice.
Ao longo da tarde, os investidores adotaram uma postura mais defensiva, o que afastou o Ibovespa das máximas próximas dos 187 mil pontos. As ações que integram o índice movimentaram R$ 15 bilhões em volume financeiro. Com a sequência de altas, o indicador acumulava valorização de 5,12% em setembro.
Ricardo Freitas, assessor de investimentos independente, associou o movimento do petróleo à crise no Estreito de Ormuz. Segundo ele, a situação tem provocado forte impacto sobre o preço da commodity e levado as cotações a novos recordes. Para Freitas, o petróleo mais caro favorece as margens da Petrobras, enquanto as incertezas no cenário global devem manter elevada a volatilidade dos preços.
No mercado doméstico, os investidores também acompanham os desdobramentos políticos. Entre os assuntos observados estão o julgamento sobre a abertura de uma investigação contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, por suposto envolvimento com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.
Marcelo Audi, sócio da Cardinal Partners, afirmou que o ambiente político, juntamente com o comportamento do petróleo, vem contribuindo para o desempenho dos ativos brasileiros. Segundo sua interpretação da história do mercado, períodos eleitorais de grande relevância podem levar a bolsa a se descolar do cenário macroeconômico quando os eventos têm potencial para alterar materialmente o prêmio de risco. Ele citou 2018 como exemplo.
A tensão envolvendo o STF também está entre os pontos de atenção dos investidores. Marcos Bassani, especialista em investimentos e sócio-fundador da Boa Brasil Capital, afirmou que há forte tensão no mercado enquanto se aguarda um desfecho para a crise no tribunal. Segundo Bassani, suspeitas de corrupção envolvendo o Supremo geram incertezas para investidores brasileiros e estrangeiros.
Além da questão política, Bassani apontou as decisões de política monetária previstas para quarta-feira (16), tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil, como fatores relevantes para os negócios.