Agência com apuração local · publicado originalmente por Correio do Interior
Guerra e Risco
Brasileiro de Mairinque abandona salário mínimo para lutar na Ucrânia por R$ 20 mil ao mês
Jovem de 28 anos com passagem pelas Forças Armadas decide ir ao front ucraniano em outubro atraído por salário 20 vezes maior, ignorando alertas do Itamaraty.
Foto: Reprodução/Correio do Interior
Correio do Interior
Jornalista
Um morador de Mairinque, de 28 anos, está se preparando para viajar à Ucrânia e atuar como combatente voluntário na guerra contra a Rússia. A partida está prevista para outubro. O jovem, que trabalha com carteira assinada e recebe um salário mínimo por mês, afirma que a expectativa de ganhar mais de R$ 20 mil mensais no front foi determinante para a decisão.
A identidade do rapaz não foi divulgada a pedido dele próprio. Segundo informou, os familiares ainda não sabem da escolha.
O jovem tem experiência militar: serviu às Forças Armadas Brasileiras por quatro anos, entre os 18 e os 22 anos de idade. Questionado sobre os riscos do conflito e sobre mortes de brasileiros já registradas na linha de frente, ele disse não temer o perigo. "Tudo tem sua consequência", afirmou.
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O caso se assemelha ao de Luan de Oliveira, morador de São Roque, município vizinho de Mairinque, que também deixou o interior paulista para combater como voluntário na Ucrânia.
O Ministério das Relações Exteriores mantém alerta oficial desaconselhando viagens de brasileiros ao país em guerra. O Itamaraty ressalta que o governo brasileiro não tem condições de prestar assistência ou garantir a segurança de voluntários em zonas de conflito armado.
Mesmo diante dos alertas diplomáticos e da alta letalidade registrada no front, o trabalhador de Mairinque mantém a decisão de embarcar no próximo mês.