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Memória e Tragédia Global
11 de setembro: O mistério e a identidade por trás da icônica foto do 'Homem em Queda'
Vinte e cinco anos após o 11 de setembro, conheça a história de Jonathan Briley, apontado como o 'Falling Man'. A foto de Richard Drew segue como um dos registros mais impactantes da história mundial.
Foto: Reprodução/iG Último Segundo
iG Último Segundo
Jornalista
Vinte e cinco anos após os atentados de 11 de setembro de 2001, a história por trás da fotografia conhecida como "Falling Man" (Homem em Queda) permanece como um dos registros mais marcantes da tragédia. A imagem, capturada pelo fotógrafo Richard Drew, mostra um homem caindo de uma das torres do World Trade Center e gerou, ao longo das décadas, diversas tentativas de identificação da vítima.
O registro foi feito originalmente enquanto Drew cobria um desfile de moda e se deslocava para o local dos ataques. Após ser publicada em jornais de diversos países no dia seguinte ao atentado, a foto tornou-se objeto de investigações jornalísticas que analisaram detalhes como vestimentas, altura e características físicas, comparando-os com cartazes de pessoas desaparecidas em Nova York.
As tentativas de identificação
Um dos primeiros nomes considerados foi o de Norberto Hernandez, confeiteiro do restaurante Windows on the World, localizado nos últimos andares da Torre Norte. Embora uma irmã de Hernandez tenha inicialmente acreditado tratar-se dele, a família rejeitou a hipótese por convicções religiosas, pois não aceitavam a ideia de que ele pudesse ter cometido suicídio ao pular do prédio.
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Anos depois, uma nova análise conduzida pelo jornalista Tom Junod, da revista Esquire, revelou uma sequência de 12 fotos do mesmo momento capturado por Richard Drew. Em um dos frames, é possível ver uma camiseta laranja por baixo da camisa do homem, detalhe que afastou a possibilidade de ser Hernandez e apontou para Jonathan Briley, de 43 anos.
Briley trabalhava como engenheiro de som no mesmo restaurante e tinha o hábito de usar camisetas laranjas sob o uniforme de trabalho. Com cerca de 1,96 metro de altura, ele era diácono em sua comunidade e sofria de asma, fator que, segundo sua irmã Gwen Briley-Strand, poderia ter feito com que ele fosse afetado rapidamente pela fumaça dentro da torre.
Memórias e legado
Gwen Briley-Strand relembrou a personalidade do irmão, que era o terceiro de cinco filhos — entre eles Alex Briley, integrante original do grupo Village People. Para ela, a confirmação definitiva da identidade não é o ponto principal da fotografia. A irmã relatou que a discussão sobre quem seria o homem na imagem causou sofrimento a diversas famílias que buscavam por parentes desaparecidos na época.
Alguns detalhes sobre a vida de Jonathan Briley destacados pela família incluem:
Atuou como engenheiro de som para as redes de hotéis Hilton e Marriott.
Era músico, tendo aprendido a tocar guitarra sozinho e tocado piano gospel.
Gostava de observar o nascer do sol a partir do restaurante no World Trade Center.
Atualmente, a fotografia faz parte da coleção particular do cantor Sir Elton John. O artista descreveu a obra como "a imagem mais bonita de algo tão trágico" e a classificou como "provavelmente uma das fotografias mais perfeitas já tiradas".