Agência com apuração local · publicado originalmente por G1
Segurança Digital e IA
IA da Anthropic é usada para hackear OpenAI em teste de segurança autorizado
Startup Hacktron AI explorou falha no fórum da OpenAI usando Claude Opus 4.8 e recebeu US$ 6.500 de recompensa após divulgação responsável da vulnerabilidade.
Foto: Reprodução/G1
G1
Jornalista
Pesquisadores da startup Hacktron AI acessaram contas do ChatGPT de funcionários da OpenAI utilizando um modelo de inteligência artificial da Anthropic, concorrente da empresa. A informação foi divulgada no site da Hacktron na sexta-feira (18) e confirmada pela OpenAI à agência AFP.
A ação ocorreu dentro de um programa organizado pela própria OpenAI para identificar falhas em seus sistemas com o auxílio de especialistas externos em segurança da informação.
Segundo os pesquisadores, a brecha estava no fórum público de suporte da OpenAI, administrado pela plataforma Discourse. A vulnerabilidade permitiu que a equipe assumisse o controle do site.
Publicidade
Para localizar e explorar a falha, os pesquisadores utilizaram o Claude Opus 4.8, modelo desenvolvido pela Anthropic. A equipe, porém, relatou dificuldades para fazer a ferramenta funcionar de maneira consistente durante o processo.
Assim que a vulnerabilidade foi identificada, a Hacktron comunicou a descoberta tanto à OpenAI quanto à Discourse. "Informamos de imediato a vulnerabilidade inicial à OpenAI e à Discourse e trabalhamos com eles" para coordenar a correção, afirmou a empresa em publicação em seu blog. "Agradecemos sua atenção ao detalhe e a rápida resolução deste problema", completou o texto.
A OpenAI corrigiu a falha em aproximadamente 14 horas após ser notificada e pagou à Hacktron uma recompensa de 6.500 dólares, cerca de 34.000 reais.
"Agradecemos aos pesquisadores por nos contatar e compartilhar as descobertas", declarou Drew Pusateri, porta-voz da OpenAI, ao comentar as medidas adotadas pela empresa.
O episódio reforça a preocupação de especialistas em segurança digital com o uso de ferramentas de inteligência artificial para a realização de ataques cibernéticos sofisticados. Tarefas que antes exigiam equipes especializadas e meses de trabalho podem ser executadas de forma mais rápida e barata com o auxílio dessas tecnologias.