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Política nos EUA
Trump critica Suprema Corte após tribunal manter voto por correspondência nas eleições dos EUA
Presidente americano chamou de 'horrível' a decisão do tribunal que rejeitou seu decreto para restringir o voto por correio antes das eleições de novembro.
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Jornalista
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, atacou a Suprema Corte nesta terça-feira (15) após o tribunal negar seu pedido para suspender uma ordem que impede a restrição ao voto por correspondência, acusando os juízes de ceder à pressão do Partido Democrata.
Em sua plataforma Truth Social, Trump classificou a decisão como "horrível" e "altamente política". "Certos juízes estão petrificados com estes democratas malucos e depravados, e são totalmente incapazes de mostrar a coragem necessária para salvar a nossa América", escreveu o presidente.
Em março, Trump havia assinado um decreto com o objetivo de limitar o voto pelo correio antes das eleições legislativas de meio de mandato, previstas para novembro. Sem apresentar provas, ele alegou que essa modalidade de votação seria vulnerável a fraudes, o que gerou contestações judiciais imediatas.
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Estados governados pelos democratas recorreram à Justiça argumentando que, de acordo com a Constituição americana, cabe aos estados — e não ao governo federal — o controle sobre a administração dos processos eleitorais.
O ministro da Suprema Corte Brett Kavanaugh, acompanhado pela maioria dos colegas, afirmou na noite de segunda-feira que o decreto de Trump pode ser considerado legal no futuro, mas ponderou que "os funcionários eleitorais estaduais e locais não dispõem de tempo suficiente para aplicar razoavelmente a norma antes das eleições" de meio de mandato.
Dos nove integrantes do tribunal, apenas dois dos seis juízes de perfil conservador divergiram da posição majoritária.
Trump tem reiteradamente qualificado o sistema de voto por correspondência nos Estados Unidos como fraudulento, sem apresentar evidências que sustentem a afirmação. O presidente, no entanto, ele próprio utiliza essa modalidade — inclusive para votar nas primárias republicanas realizadas no mês passado.